Walmor Macarini
De onde vem a menina Sandy? Do Reino das Fadas. Não uma fantasia, mas realidade. Fadas não são mitos. São reais. Delas guardamos a lembrança em nossa memória remota. E contamos suas histórias em forma de lendas. Para perpetuá-las e não as perdermos de vista.
Sandy é uma fada que aportou entre nós em forma de linda garota, cantora e atriz, com a missão de aglutinar correntes de amor e ternura. Ela não será apenas brasileira, mas mundial. A humanidade inteira a conhecerá e a amará. Assim como amou Lady Di, vinda do mesmo Reino.
As fadas são belas, simples e doces, e porque vêm para doar-se, tornam-se muito presentes. Seus atributos encantam as pessoas, porque também as pessoas guardam dentro de si registros da beleza, da simplicidade e da doçura. Identificam-se com esses atributos, porque também os possuem, embora disso não tenham muita consciência. As fadas e as pessoas boas têm o condão de despertar em cada um essa consciência. É por essa razão que elas nos fazem bem.
As fadas aportam em nossa planeta para mover os sentimentos de amor que habitam em nós. Todos gostávamos de contemplar a figura delicada, de olhar tímido e às vezes triste da princesa que conosco conviveu, que tanto amor derramou e que ao transcender de volta ao Reino das Fadas sensibilizou a humanidade inteira.
A nossa princesinha tem a magia das fadas.
Sua presença agora numa novela, na mais importante rede de televisão do País, não ocorre por acaso. Pouco significará o rumo que a diretora der a essa história de 83 capítulos, porque importará mais Sandy ser e estar. A novela terminará e com ela a menina Cristal, mas o mito-realidade continuará. Semeando candura, porque isto é inevitável nela.
Sandy, cantora, atriz, menina, mulher - mística - não representa um papel mas representa ela própria. Não assistimos apenas à artista, mas à fada real, que só poderia ter vindo bela como veio, porque de outra forma não poderia ser. Sua presença haveria de revelar-se rápida, e pelos meios de que a tecnologia dispõe, porque a sabedoria divina também se vale desses recursos. Se ela chegou em missão, não haveria de ficar oculta.
Longe de imaginar que Sandy é um produto da mídia, porém uma resultante dela mesma, menina-fada. É ela que engrandece a mídia, não o contrário. Porque Sandy já chegou pronta. Se aportou em lar de artistas é porque seria por aí o caminho. Ela não precisaria passar por provações, porque não foi para isto que veio. Se tropeços possam ocorrer-lhe é porque em toda história de fadas também existem as bruxas. Estas simbolizadas por correntes que vibram contra sua carreira de sucesso.
Sandy desperta nas pessoas sentimentos adormecidos de doce paixão, porque é muito estimulante vê-la. Correntes de ternura se irradiam dos corações das pessoas que a contemplam, e essa vibração conjunta se propaga com muito vigor e purifica a atmosfera mental, criando um intenso bem-estar coletivo.
O ponto de fusão entre o milênio que se encerra e o que começa haverá de nos brindar, ainda, com muitas agradáveis surpresas. Uma delas a expansão da consciência da humanidade, com a elevação do nível de espiritualidade e o advento de revelações e movimentos que exaltarão menos a tecnologia e mais a pessoa humana.
Não temos, então, que nos escandalizar com as manifestações da beleza feminina e masculina que vemos na tevê, em todas as suas formas, porque elas não denigrem, mas ao contrário exaltam o belo que se encerra em nossa fisicalidade. Nada há de errado no saudável movimento de um corpo que dança e se insinua e irradia sensualidade.
Mas é da fada Sandy que falamos. É bom vê-la desfilar ante nossos olhos. É bom deixar-se embalar pela candura de sua simplicidade, pela pureza de sua forma de ser e pela magia de sua doce presença. Sandy veio para somatizar, no ambiente coletivo, sentimentos de amor e ternura. Essa onda benfazeja, não obstante despercebida, tem o poder de aplacar turbulências e propagar correntes de bem-estar e harmonia.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





