A Wal-Mart acaba chegando a Londrina de forma indireta, com a compra que a rede acaba de fazer de unidades brasileiras do grupo português Sonae 37 hipermercados Big, 24 supermercados Mercadorama, 67 Nacional, 12 Maxxi Atacado, 4 centros de distribuição, 3 postos de combustíveis, 7 restaurantes e 1 frigorífico. Como o Mercadorama tem um supermercado na cidade, o sistema Wal-Mart já está instalado em Londrina. E, pelo fato de essa loja que entra no pacote ser de tamanho médio, a informação é que a rede norte-americana implantará uma instalação gigante, em outro ponto da cidade, e que também se instalará em Maringá. Essa negociação resulta na saída de uma multinacional e o reforço de outra, porque a Wal-Mart já tinha supermercados no Brasil, passando agora a operar, no País, com 295 unidades em 17 Estados. Encerra-se dessa forma a novela que vinha se arrastando, com relação ao capítulo que tratava da vinda do grupo para Londrina, mas não fica resolvida a questão do fatídico terreno do antigo Colégio Londrinense, que continua desapropriado pela Prefeitura. Não se sabe, agora, se é ainda este ponto que a rede deseja para a super-loja, mas se for, e se o impasse continuar porque o prefeito Nedson Micheleti não quer o hipermercado ali muito provalmente a Wal-Mart aguardará o final do mandato da atual administração municipal, esperando que a partir daí as coisas sejam facilitadas. Poderá ocorrer de o Mercadorama não mudar de nome, mas a filosofia da Wal-Mart já será conhecida através dessa unidade. Com toda certeza não tem consistência o temor de que a presença dessa poderosa rede varejista será depredadora palavra empregada pelos que resistiam à sua vinda porque estabelecimentos dessa magnitude, em atividades diversas, foram chegando a Londrina através dos anos e a concorrência não capitulou. Ao contrário, expandiu-se e consolidou-se. Dois grandes exemplos foram o Shopping Catuaí e o hipermercado Carrefour, que assinalavam no entendimento de muitas pessoas do ramo com a falência das lojas e supermercados existentes. Não foi o que aconteceu, porque, na contrapartida, tais estabelecimentos melhoraram instalações e avançaram em estratégias de marketing e vendas. O resultado foi uma modernização da cidade e uma mudança de conceitos nesses setores. A vinda da Wal-Mart a Londrina, portanto, já se concretizou, por via de uma transação multinacional de 635 milhões de euros. Vicente Trius, presidente da Wal-Mart Brasil, declara que essa compra reflete a importância estratégica do País, ''devido à sua importância no continente, ao potencial do mercado interno e à qualidade da mão-de-obra e do setor produtivo''.

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