Vulnerabilidade social
Estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta para um Brasil menos desigual. Embora ainda sejam facilmente verificáveis diferenças entre as regiões, o levantamento indica que em dez anos (período apurado de 2000 a 2010) houve importantes avanços na disponibilidade de recursos ou estruturas (como fluxo de renda, condições adequadas de moradia e acesso a serviços de educação). As melhorias são reflexo direto dos anos de desenvolvimento econômico e dos programas de distribuição de renda.
No entanto, importante lembrar que o período apurado é antigo e que a realidade já pode ter mudado. Apesar disso, é um dado importante porque pode orientar gestores no desenvolvimento de políticas públicas de acordo com as carências e necessidades de cada localidade. No geral, o País conta com infraestrutura urbana precária, como a rede de esgoto. Embora seja uma importante obra que impacta diretamente na saúde pública, milhões de brasileiros ainda vivem em ambientes de risco.
Nesse cenário, o Paraná apresenta posição de destaque. O Estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 2000, o índice apurado ficou em 0,365 e caiu para 0,252 em 2010. O dado varia de 0 a 1 quanto mais perto de 1 maior a vulnerabilidade. No total, 15% dos municípios apresentam baixa vulnerabilidade; já as cidades classificadas como "muito baixa vulnerabilidade social" estão no Norte do Estado.
O levantamento apurou que as maiores evoluções no Paraná ocorreram em municípios da região central e os localizados nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul. Vale acrescentar que, apesar do bom resultado obtido, ainda há muito o quê avançar. A população deve ficar atenta quanto aos investimentos promovidos pelas gestões públicas a fim de exigir a melhora em indicadores que têm relação direta com a qualidade de vida.





