Vulnerabilidade e melhorias
O crescimento econômico registrado na década passada contribuiu para reduzir o índice de vulnerabilidade social (IVS), medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O levantamento, baseado em dados colhidos entre 2000 e 2010, apontou avanços em infraestrutura urbana, capital humano e trabalho/renda nas 16 principais regiões metropolitanas do País. A boa notícia é que a região de Curitiba aparece na terceira colocação com IVS de 0,285 (quanto mais próximo a 1 maior é a taxa de exclusão). Porto Alegre e Vale do Rio Cuiabá lideram o ranking.
A capital paranaense apresentou a redução mais expressiva no item capital humano no período, de 0,402 para 0,266, o que corresponde a um avanço de 33,8%. Também foi registrada redução de 46,67% em trabalho e renda. Os números são positivos e apontam para avanços significativos, principalmente nos rendimentos das famílias, tanto que caiu a taxa de desocupação de pessoas de 18 anos ou mais, que passou de 13,02% para 4,45%, e da população com Ensino Fundamental incompleto que, em 2000, seguia na informalidade e caiu de 34,81% para 23,33%. Os menores progressos ocorreram em infraestrutura.
No entanto, na avaliação dos municípios localizados no entorno de Curitiba, as melhorias foram bem menos expressivas. Indicam que investimentos têm sido concentrados na capital em detrimento de municípios menores. O desenvolvimento para ser sustentável precisa ser igualitário e deve atingir não somente as cidades inseridas em uma região, mas todo um Estado. Os números, embora defasados, devem ser utilizados para balizar políticas públicas e direcionar investimentos. Podem ser mais assertivos na definição de obras de infraestrutura, por exemplo.
É importante que o País como um todo avance também na questão do desenvolvimento humano. Os índices obtidos não podem recuar, mesmo em um período de crise econômica.





