Voto consciente
Hoje cerca de 7,7 milhões de paranaenses devem ir às urnas. Nas suas mãos está o futuro do seu próprio município, uma vez que serão escolhidos prefeitos, vices e vereadores. Estão concorrendo aos cargos 29.394 pessoas, das quais 70% são homens. O voto é obrigatório e, por isso, é um dever de todo cidadão com mais de 18 anos de idade. No entanto, é uma chance da população ajudar a definir os rumos da sua cidade pelos próximos quatro anos.
Além disso, o voto tem consequências. Foi o resultado da última eleição municipal, ocorrida em 2008, que trouxe turbulências à Prefeitura e à Câmara de Vereadores de Londrina. Um inusitado terceiro turno, quatro prefeitos em quatro anos, além de prefeito cassado, outro prefeito, vereadores e empresários presos por corrupção. Será que Londrina merece vivenciar tudo isso novamente? Esse passado tão recente da história da cidade não deve ser esquecido. É preciso mantê-lo sempre na memória para que todos aprendam com seus erros.
Em alguns meses de campanha os eleitores puderam conhecer um pouco do perfil pessoal de cada postulante e as suas propostas. Antes de efetivamente votar, é importante refletir sobre a opção definida.
Coligações partidárias, vida pregressa e propostas apresentadas são alguns dos itens que não devem ser ignorados para a escolha. É importante que sejam eleitas pessoas de bem, que realmente desejam trabalhar em benefício da população e da cidade. A corrupção, prática ainda arraigada na cultura politica de todo o País, precisa ser extirpada.
A escolha dos vereadores também deve seguir esse direcionamento. Afinal,
cabe a esse pequeno grupo fiscalizar as ações do Executivo e ajudar na definição de políticas públicas. Sucessivos escândalos foram registrados nesse mandato, o que também não deve ser esquecido. É preciso que o eleitor vote conscientemente e que esteja ciente de todas as consequências.
O voto, um exercício da cidadania, não pode ser desperdiçado. Não adianta apenas indignar-se com os rumos da política, mas fingir que o problema não é seu. O problema é de todos e, desta forma, todos são responsáveis pelos
rumos das suas cidades, de seus Estados e seu País. Voto de protesto e voto útil também não são boas opções porque ajudam a eleger pessoas despreparadas. É preciso consciência porque esse gesto define o futuro e o rumo de muitas outras coisas.





