As eleições estão aí. Os candidatos também. E os eleitores, ''estão aí''? Importam-se com ''isso''? Este artigo será um desafio à sua pessoa, conseguirá terminá-lo? Por que pergunto? Porque começarei citando Bertold Brecht:
- ''O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais.''
Você ainda está aí? Então continuemos. Por mais que você negue e não queira enxergar, o futuro está em suas mãos, ou melhor, nas nossas, melhor ainda, da maioria. Afinal, é o voto que define nosso país, pois ele reflete a nossa política. E quem vota? E quem deveria esclarecer as pessoas que você julga responsáveis pela má política?
Cada um de nós é responsável. Se todos fossem de verdade profissionais, cidadãos íntegros, e imparciais como apregoam nas linhas e entrelinhas, com certeza nosso país seria muito melhor. Que a vergonha e o desprezo da sociedade caia sobre os judas de nossa comunidade!
Porém, se sobram ainda muitos honestos, temos um problema: é que a vaidade faz dos bons candidatos trampolins para os políticos profissionais (nem sempre bons e honestos). E mais, os donos do poder e das riquezas corrompem e financiam seus políticos para manter seu ''status quo''.
Não basta que as pessoas honestas se candidatem, é preciso organização. Ou seja, o candidato deve surgir dentro de um grupo forte que será o apoio e o avaliador desse candidato. Quem não tem um grupo de pessoas inteligentes e combativas que não atrapalhe, antes, ajude quem possa se eleger.
É importante frisar que: cada otário que surge como candidato sem estrutura é mais um que enfraquece a parte decente da sociedade como força política. Assim, além de rejeitar um candidato desacompanhado é preciso que o bem acompanhado seja honesto, conheça os problemas sociais, defenda os interesses cristãos e, também, seja um líder inteligente e combativo.
Se o seu dicionário tem palavras como saúde, emprego, segurança, educação, habitação, menor abandonado, transporte e corrupção então é preciso buscar a solução. E a solução desses problemas passa necessariamente por pessoas comprometidas e com a coragem dos que assumem a condição de profetas de Deus.
Se você resistiu bravamente até o final deste artigo então está convencido que não pode cruzar os braços enquanto seus semelhantes são reduzidos a prostitutas, mendigos e drogados. Nada substitui a consciência tranquila para se ter uma boa noite de sono.
MÁRIO EUGÊNIO SATURNO é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Catanduva (FAFICA) e congregado mariano

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