Volta do Litoral teve congestionamento
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segunda-feira, 07 de janeiro de 2002
Erika Wandembruck 
Curitiba - Os motoristas que retornavam do Litoral de Santa Catarina pela BR-376 tiveram que enfrentar congestionamento na entrada de Curitiba. No final da tarde de ontem, a fila era de cerca de 10 quilômetros, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Na BR-277, o movimento era tranquilo, de 1,8 mil carros por hora e a polícia não havia registrado acidentes nem congestionamentos.
O acidente mais grave ontem foi no Km 702 da BR-376. Pela manhã, um caminhão que viajava em direção a Santa Catarina capotou e ficou atravessado na rodovia. A pista no sentido Curitiba ficou interditada por cerca de uma hora. O motorista do caminhão, Odair Spiguel, 25 anos, teve ferimentos leves e foi encaminhado para o Hospital Regional de Joinville, em Santa Catarina
Afogamentos - A estudante Juliana Alves, de sete anos, morreu afogada em uma piscina na casa onde passava as férias com a família em Guaratuba, Litoral do Estado. Joas Fernando Pinto, 18 anos, também perdeu a vida enquanto nadava no Balneário de Santa Terezinha. O colega dele, Adriano Henrique Galadan, 27, foi resgatado com vida em alto-mar pelo Corpo de Bombeiros.
Com os dois óbitos, subiu para 10 o número de veranistas que morreram afogados no Litoral do Paraná, desde 22 de dezembro, quando começou a Operação Verão da Polícia Militar. Isso representa mais que o dobro do registrado durante os 66 dias de operação na temporada do verão passado.
O Corpo de Bombeiros encontrou Juliana no fundo da piscina por volta das 23 horas de sábado. Um médico tentou reanimá-la, mas os esforços foram em vão. Juliana já estava morta. O corpo de Fernando Pinto desapareceu no mar ontem, às 6h50. Só foi resgatado pelos guarda-vidas do Balneário Primavera às 10h25. O sobrevivente Henrique Galadan foi levado de helicóptero ao Hospital Navegantes, em Matinhos, e liberado às 14 horas de ontem.
O tenente Renê Muchelin, relações públicas do Corpo de Bombeiros, atribui ao grande números de veranistas no Litoral do Estado cerca de dois milhões o aumento no índice de afogamentos. Nesse verão temos 40% a mais de turistas do que no ano passado, justificou. Outro fator que influencia no crescimento do número de afogados, no entendimento dele, é a imprudência dos veranistas que insistem em se banhar no mar durante a noite e nos horários em que os guarda-vidas não estão trabalhando.


