Você sente pena de si mesmo? Autocompaixão e transformação pessoal

Talvez, em algum momento de sua vida você já tenha sentido pena de si mesmo e isso não é um problema quando acontece de maneira pontual, pois como seres humanos, não controlamos os nossos sentimentos. No entanto, é importante ficar atento à maneira e ao tempo em que esse sentimento está instalado, para que você não fique aprisionado em um estado de vitimismo, fragilidade e inferioridade, que o impeça de seguir sua vida com autonomia, fluidez e leveza.

A pessoa que tem pena de si mesma, na maioria das vezes está focada nas experiências mais sofridas pelas quais passou ou está passando, enfatizando constantemente em suas conversas ou pensamentos situações dolorosas, traumáticas, contando em detalhes suas dores e tristezas, com muita dificuldade em ressignificar situações de sofrimento vividas.

Geralmente, a autoestima e a autoconfiança de quem sente pena de si ficam abaladas, dificultando ainda mais a capacidade em reconhecer o próprio potencial e de criar oportunidades de transformação pessoal.

Estar consciente de como você se sente e o que pensa sobre si mesmo é uma oportunidade para começar a mudar a sua mentalidade e perceber que a vida também oferece propostas diferentes e opostas àquelas nas quais você está polarizado, abrindo espaço para uma perspectiva mais otimista e facilitando a busca por objetivos, metas e projetos em sua vida que sejam tangíveis, com um plano de ação adequado para alcançar essas conquistas.

Fácil? Provavelmente não. Possível? Com certeza.

Buscar situações favoráveis que enfatizem o seu potencial, exercitar a autocompaixão e valorizar a transformação pessoal, são estratégias que irão ajudá-lo a enfrentar as dificuldades da vida e a fortalecer sua autoestima e sua autoconfiança, transformando a maneira de enxergar os desafios, não apenas sob a ótica vitimista, mas também dando espaço para sua parte protagonista.

Faça sua escolha e experimente desfrutar de uma vida mais leve e satisfatória.

Renata Nascimento (psicóloga)


Ninguém faz nada

Ultimamente tenho lido e ouvido muitas vozes se levantando, na mídia, em reclamações múltiplas dirigidas ao Prefeito, Secretários e Vereadores que assumiram a cidade de Londrina no dia 1º de janeiro de 2025. De tudo se reclama e tudo se cobra. A impressão que estas pessoas me passam é de que elas sabem quais seriam as soluções para os mais variados problemas que apontam. Mas, apenas, reclamam nas mídias. Quero lembrar que o poder Executivo, assim como o Legislativo e também o Judiciário não possuem meios de adivinhar onde e quando surgem os problemas na cidade. Há uma norma que diz que eles precisam ser "provocados" para só então agir. Isto quer dizer que é necessário que alguém leve até eles, de forma oficial e clara qual é a situação que precisa de sua atenção. Ficar apenas reclamando não adianta muito. Por outro lado, são tantos os questionamentos e as críticas que gostaria que estas pessoas colocassem, também as suas soluções para cada problema que apresentam. Porque falam com tanta certeza a sobre tudo que, no mínimo, devem saber como resolver os problemas. Fica aqui uma sugestão: coloquem-se como candidatos para os cargos onde estão aqueles de quem reclamam e ponham suas magníficas soluções em prática.

Nina Cardoso (psicologa)

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