Desde nossos bancos escolares ouvíamos dizer que ''o Brasil seria o celeiro do mundo'' pela sua vocação agrícola, fertilidade das imensas áreas agricultáveis e pela capacidade produtiva de seu povo; um país ausente de invernos rigorosos e secas duradouras em quase a totalidade de sua superfície.
A cada ano agrícola que se sucedia e a cada variedade de plantio inovada, demonstrava-se a capacidade realizadora de nossos agricultores, no implemento e no aumento da produtividade. Assim, a cada ano, nossas safras iam sendo acrescidas de muitas toneladas, tanto na agricultura como na pecuária e, com o surgimento de novas modalidades produtivas, nosso País as assimilava e, de principiante, passava a competidor.
lsto foi o que aconteceu com a soja na década de 60 e hoje somos sérios parceiros com outros produtores internacionais, sendo que a nossa tecnologia produtiva ombreia com as demais nações produtoras. Caminhamos, e muito bem, na agroindústria e no agrobusiness, fazendo frente aos nossos concorrentes.
Há algumas décadas ficamos oscilando, por alguns anos, nos volumes de 50 mil a 60 mil toneladas de grãos, com a impressão que estávamos girando em falso, em uma via que tínhamos tudo para estarmos em uma velocidade invejável, até que, de repente, a produção anual alcançou acima de 70 mil toneladas e, hoje, temos perspectivas de 100 mil ou mais, pela exuberância das áreas produtivas. O Paraná e outros estados são exemplos de que nossas expectativas não serão frustradas, se o Senhor o permitir.
Diante de tão promissoras perspectivas, por que não se pensar seriamente na busca do alvo sempre sonhado pelo Brasil: ''celeiro do mundo?'' Idéias e projetos não nos faltam, pela capacidade de nossos ''crânios'' da produção agrícola. Pessoas inteligentíssimas, homens e mulheres, se convocados pelo verde-amarelo de seu íntimo terão a maior boa vontade em colocarem-se à disposição de nossas autoridades, nas respectivas áreas, para realizarem grandes projetos produtivos.
No âmbito nacional temos a Embrapa e no estadual a Emater e, ainda, no Paraná temos o Iapar, todos com seus respectivos vates da ciência agropecuária, prontos, cremos, a atender o chamado para o incremento da produção de subsistência de nosso povo e de aumento de nossas exportações. Cremos, e esta é a nossa expectativa: fome zero= produção 100%!
BOANERGES DE OLIVEIRA é professor aposentado da Universidade Estadual de Londrina

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