VOANDO SOBRE RODAS Estilo caro não preocupa adeptos do motociclismo
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sábado, 17 de agosto de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Todo motociclista com estilo precisa de acessórios para compor sua indumetária básica, que são tão fundamentais quanto as máquinas potentes que pilotam. Somando todas as peças, os gastos podem passar fácil dos R$ 500,00. Talvez por isso, boa parte dos amantes desse jeito de viver é composta basicamente por homens acima dos 30 anos que contam com certa estabilidade profissional. Para os motociclistas, porém, o valor de poder fazer parte dessa história não pode ser avaliado em cifras.
Conforme a organização do 2º Encontro Internacional Motociclístico de Londrina, a expectativa é movimentar mais de R$ 1 milhão nos três dias de evento, calcula Luiz Carlos Pielak, do Motoclube White Devils de Londrina. A intenção da organização é atrair mais de sete mil motos, quase o dobro do ano passado.
Quanto às máquinas, elas podem variar bastante. As japonesas, que primam pela velocidade e pelo design com ar mais futurista, podem ser encontradas por cerca de R$ 19 mil. As tradicionalíssimas Harley Davidson podem atingir os R$ 50 mil. Já para os participantes, os estandes dos eventos vendem tudo o que não pode faltar a um verdadeiro motociclista.
Começando pelas roupas, a matéria-prima é o couro. Protege do frio e da chuva e também é mais resistente na eventualidade de uma queda. Em Londrina, uma jaqueta está valendo, em média, R$ 200,00, a calça R$ 160,00 e o colete R$ 50,00. As botinas custam, pelo menos, outros R$ 130,00.
Para a cabeça, capacete. No momento, os mais procurados são os chamados ''coquinhos'', aqueles sem proteção para o queixo. Podem ser costurados em lona, em couro ou material sintético. O preço médio é de R$ 60,00. Já o modelo ''Alford'', que protege toda a cabeça, não sai por menos de R$ 150,00. Para os mais excêntricos, a pedida é o capacete em formato de caveira que custa R$ 150,00. A balaclava, uma toca protetora de tecido que fica sob a cabeça, custa R$ 10,00.
Afora o capacete, a cabeça também pode ser adornada com as bandanas ou lenços. No encontro de Londrina, o participante pode encontrá-los por R$ 4,00. Para as mãos, luvas também de couro. O par custa R$ 25,00.
E como motociclista carrega um ''quê'' de fetichista, os expositores também vendem algemas. O par sai por R$ 35,00. O colar de chapa, onde se grava a identidade do usuário e seu tipo sanguíneo, vale R$ 7,00. Ainda na linha da excentricidade, os participantes também podem aderir à moda do ''body piercing''. No box do artesão londrinense Vitor Barossi, 46 anos, o participante paga R$ 35,00 para comprar a jóia e colocá-la. O motociclista também pode comprar óculos especiais, com elástico para prender à cabeça, ao preço de R$ 15,00.
Mas, para o motociclista, sair da rotina de trabalho estressante de segunda a sexta-feira para fazer parte do mundo do motociclismo nos fins de semana é muito mais importante do que se preocupar com as notas de reais que deixa por onde passa.


