Nos últimos 20 anos a população de Londrina cresceu menos que o volume de lixo por ela produzido.
A compreensão da problemática do lixo e a busca de sua resolução pressupõem mais do que a adoção de tecnologias. Nasce, então, uma preocupação com a educação ambiental com foco na redução, reutilização e reciclagem.
O resultado do programa de coleta seletiva atualmente implantado em Londrina, demonstra que houve uma mudança, e o despertar de uma consciência ecológica da sociedade que passa por uma revisão de valores em relação a atitudes de preservação ao meio ambiente, ela participa através da segregação de material reciclável presente no lixo domestico, demonstrando também a solidariedade com diversas famílias que tem nesta atividade uma fonte de sustento.
Este programa tem apresentado índices jamais alcançados no Brasil, e nem na América Latina. Curitiba apresenta um índice de 10% de coleta seletiva, Porto Alegre de 15% e Londrina de 20%.
O mais importante de tudo é a adoção de práticas ambientalmente corretas, que torna a nossa cidade mais saudável, contribuindo dessa forma com todo o planeta pois estamos reduzindo a poluição, o consumo de energia e a extração de recursos naturais.
A degradação de alguns materiais recicláveis em aterros é difícil e lenta, o tempo de decomposição do plástico é de mais de 100 anos, papel de 3 a 6 meses, nylon mais de 30 anos, tecidos de 6 meses a 1 ano, metal mais de 100 anos, pneu e vidro ninguém sabe.
O ser humano faz parte da natureza, mas não é seu dono. A relação de compromisso entre o homem e o meio ambiente deve estar inserida na sua prática cotidiana, pois é mais inteligente prevenir a degradação ambiental do que posteriormente tentar remediá-la.
ROSIMEIRI SUZUKI LIMA é arquiteta, professora, auditora ambiental, pós-graduanda em Direito e Gestão Ambiental e diretora de Operações da CMTU em Londrina

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