É repetitivo dizer que a incógnita persiste sobre o que acontecerá até 1º de janeiro, data tradicional para a posse do novo prefeito de Londrina. Esta ordem poderá ser modificada, podendo na emergência o novo presidente da Câmara de Vereadores (ainda a ser eleito) assumir. Ontem, as lideranças do PP (partido do prefeito eleito e temporariamente impedido, Antonio Belinati) reuniram-se em Londrina para discutir a situação, que doravante será uma decisão da mais alta corte da Justiça.
  Sexta-feira foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral um embargo de declaração, iniciando-se nova batalha visando dar validade à eleição do 2º turno, mas não há indicativo seguro do que possa ocorrer. Na verdade esta medida apenas protela a situação. O ex-ministro do TSE, Torquato Jardim, diz não acreditar que Belinati recupere o registro da candidatura. Se tal ocorrer, será realizada ontra eleição.
  Um novo segundo turno – que na prática seria um terceiro, pois o eleitorado teria de repetir o que ocorreu em dois procedimentos anteriores – teria a participação dos candidatos que ficaram em 2º e 3º lugares: Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Homero Barbosa Neto (PDT), respectivamente. Portanto, um tempo curto para a campanha, o que ocorreria certamente com a redifinição de propostas pelos dois concorrentes. O perfil do discurso eleitoral seria diferente, já sem focalização em críticas ao candidato impedido e que está envolvido em grande número de denúncias, por improbidade administrativa.
  Londrina, portanto, deve ser preparar para uma possibilidade nunca ocorrida em sua história política. Tal hipótese seria mais um exercício de cidadania, nesta cidade cuja sociedade organizada já cassou um prefeito – exatamente o que está agora de novo no centro do cenário. A decepção dos partidários permanece, depois que o maioria dos votantes definiu o pleito no turno do último dia 26, mas há um acontecimento novo e a população – pelos seus representantes aptos a votar – terá de tomar uma nova decisão.
  No caso de a demanda não se encerrar em tempo hábil, poderá até ocorrer de Belinati assumir, mas ele cairá se for perdedor na decisão final do Supremo Tribunal Federal. Londrina se manterá, portanto, em situação de expectativa.

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