A auxiliar de cozinha Marli Pereira Lemos esteve na semana passada com o filho na Vara da Infância e Juventude de Londrina. Foi em busca de uma autorização para que Roberto, que faz 16 anos em outubro, pudesse trabalhar em uma oficina mecânica. Saiu de lá frustrada. ''Meu filho estava na maior alegria porque conseguiu o emprego, mas não vai poder trabalhar'', lamentou a mãe, que é viúva e está desempregada.
Marli mora com o filho no Jardim Maria Lúcia (zona oeste). Sobrevivem com a pensão de R$ 200,00 e o aluguel do salão de R$ 130,00. ''Não vou poder fazer compra no mercado porque já estou devendo. O que meu filho ia ganhar (salário mínimo) daria para ajudar a comprar comida'', comentou Marli. Também estava nos planos do rapaz fazer um curso de computação. ''Nem isso posso pagar para ele.''
Roberto tem mais de 1,70m de altura e cursa o 2º grau. Já havia acertado na escola a transferência para o noturno. A mãe, inconformada com a legislação, critica: ''Ele ia aprender uma profissão, ia continuar estudando e ainda teria o dinheiro dele''.

mockup