Vitória da UEL - Jackson Testa e Márcio Almeida
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de abril de 1998
Jackson Testa e Márcio Almeida 
O resultado das recentes eleições ocorridas na UEL exige uma análise cuidadosa por parte de seus professores, funcionários, alunos e por parte da sociedade. O comparecimento às urnas, em números arredondados, de 80% dos professores e de funcionários, e de 40% de alunos, totalizando 9.000 votos, apesar de ter havido uma única chapa, indica uma comunidade politizada e atenta ao que acontece na Instituição. Para efeito comparativo basta lembrar que recentemente, na UNICAMP, só 25% dos alunos compareceram para escolher entre as duas chapas que disputaram o segundo turno das eleições.
Dentre os votos válidos, a chapa UEL UNIDA recebeu 75% deles, restando aos brancos e aos nulos respectivamente 10% e 15%. Ou seja, índices poucos superiores às médias das eleições anteriores de indiferentes e de descontentes com as opções existentes. Estes números coincidem com os do relatório que a Alvorada Pesquisas divulgou duas semanas antes das eleições e demonstram a combinação de um elevado índice de aprovação das realizações da Gestão Jackson & Nitis (1994-98) e de uma expectativa de mudanças na UEL.
Algumas pessoas enxergam contradição no que foi dito acima. Aprovação do que vem sendo feito mas mudanças no que vem sendo feito? Na verdade, a contradição é só aparente pois jamais propusemos o continuismo para a próxima gestão à frente de Reitoria. Ao contrário, temos clareza de que a mudança (continuidade e rupturas) é uma exigência para as Instituições inseridas num mundo em constante transformação. Se ainda restava alguma dúvida a respeito, basta acompanhar a crise em que estão mergulhadas as Universidades Federais. Fruto, de um lado, de equívocos da política de ensino superior do MEC mas, de outro, (e é salutar reconhecer), do imobilismo e corporativismo imperantes em muitas instituições brasileiras.
O Plano de Trabalho para os próximos quatro anos, constituído por 95 diretrizes específicas (disponíveis na home page www.inbrapenet.com.br/uel-unida) agrupadas em cinco blocos de desenvolvimento das relações com a sociedade e com o Estado; desenvolvimento acadêmico; desenvolvimento científico; desenvolvimento organizacional; desenvolvimento da infra-estrutura - foi elaborado em conjunto com pessoas de dentro e fora da UEL e merece a atenção de todos os que se preocupam com o futuro da UEL. A elaboração do Plano, os debates, a boca de urna constituiram-se momento de um processo enriquecedor, motivante, voluntário e com muita generosidade por parte de todos que dele participaram.
Enfim, o resultado das eleições indicou que a conquista de mais excelência técnica e de mais relevância social são anseios da sociedade e da comunidade interna. E indicou também que os nossos nomes contam com o respaldo necessário para levar adiante as tarefas de construção de uma UEL contemporânea e moderna, à altura dos que a criaram e conduziram até hoje. Somos gratos pela confiança e apoio demonstrados. Vitória de todos. Vitória da UEL.
- JACKSON TESTA é professor de Economia e reitor da UEL, reeleito para a gestão 1998-2002
- MÁRCIO ALMEIDA é professor de Medicina, eleito vice-reitor.


