Vítimas podem precisar de terapia
Curitiba A maior parte das vítimas de sequestros-relâmpagos sofre o chamado ''estresse pós-traumático'', similar ao que a pessoa tem quando sofre um acidente grave. ''Isso volta à memória da vítima muitas vezes através de flashes, independente de sua vontade'', explica a terapeuta comportamental Iara Ingnbermann, doutora em psicologia e professora do departamento de mestrado da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Em alguns casos, a pessoa desenvolve fobias. Fica com medo de sair na rua, de fazer atividades cotidianas, normais. Há casos que necessitam de terapia. ''Estamos expostos a que coisas como estas aconteçam. Agora isto não pode nos impedir de viver. A pessoa precisa reaprender a viver.'' Há vítimas que têm o que se chama de ''reflexo tardio'', age normalmente quando ocorre o fato e entre três e seis meses depois desenvolve um medo que aparentemente veio do nada.
Em mais de 90% dos casos a vítima acaba tendo novamente uma condição de vida normal. Em casos de espancamento, violência sexual ou forte ameaça, a recuperação é mais lenta.





