Violência urbana
A violência urbana está presente diariamente na vida dos brasileiros. No entanto, quando todas essas ocorrências noticiadas esporadicamente pela imprensa são transformadas em estatísticas costumam chocar ainda mais. O Anuário da Segurança Pública 2012, divulgado esta semana, traz números impressionantes. Além do aumento dos casos de estupros em todo o País em quantidade maior do que a de homicídios dolosos , outro dado que chama atenção é o número de mortes em confronto com as polícias civil e militar.
De acordo com as estatísticas, pelo menos cinco pessoas morrem por dia vítimas da intervenção policial no Brasil. Em 2012 foram registrados 1.890 óbitos no País. No Paraná (o quarto colocado no ranking), 167 pessoas morreram em confrontos, o que perfaz uma taxa de 1,6 morte por 100 mil habitantes. São Paulo lidera a lista com 563 mortes, seguido por Rio de Janeiro (415) e Bahia (344).
O anuário mostra ainda que 89 policiais morreram no país durante o horário de trabalho. Desse total, o Paraná é líder, com 24 mortes, resultando numa taxa de 1,3. Apesar do aumento geral da violência, os gastos com segurança pública no Brasil totalizaram R$ 61,1 bilhões em 2012, um aumento de 15,83% com relação a 2011. No Paraná, foi registrado crescimento de 27,21% nos investimentos e atingiu um total de R$ 2,04 bilhões. Os números sugerem que tem havido um esforço na tentativa de reduzir as ocorrências e garantir mais segurança à população.
No entanto, a cada crime de repercussão fica arraigada entre as pessoas a "sensação de insegurança", principalmente nas grandes cidades. Esse fator também é traduzido por outra pesquisa complementar ao anuário: 70% dos brasileiros não confiam no trabalho das polícias. Além do policiamento ostensivo, que é de fundamental importância, os policiais precisam estar bem preparados para lidar com as particularidades da profissão. Há o estresse gerado pela própria atividade, que é de alto risco. No entanto, a polícia tem que ser formada e estar preparada para proteger os cidadãos.





