Violência sexual contra mulheres
Estimativa das Organizações das Nações Unidas calcula que, em todo o mundo, uma em cada cinco mulheres se tornará vítima de estupro ou de tentativa de estupro no decorrer da sua vida. Um número demasiadamente alto, ainda mais se for considerado que a mulher tem desempenhado papel de destaque na sociedade. Hoje governam países ou participam de gestões públicas, administram grandes empresas e têm sua opinião ouvida e respeitada.
No entanto, a quantidade de casos de violência sexual não diminui. Pelo contrário. A cada dia são conhecidos relatos chocantes desse tipo de crime contra mulheres de todas as idades, inclusive crianças mundo afora. No Brasil, por exemplo, não há um registro unificado deste tipo de crime. As estatísticas mais recentes são estaduais, o que dificulta a visão geral do problema. O último dado nacional disponível é de 2010, quando foi apontado um aumento de 168% dos casos registrados em cinco anos.
Além disso, resquícios de uma cultura machista ainda permanecem. Infelizmente, são comuns afirmações de que o estupro foi favorecido pelas vítimas. Comentários que devem ser totalmente repudiados. Inicialmente, é preciso acabar com a subnotificação. O atual cenário não permite o conhecimento da realidade: as ocorrências têm aumentado ou o número de denúncias é que tem crescido? As mulheres precisam ter em mente que a impunidade facilita a agressão e permite que novos casos aconteçam. Por isso, é preciso o desenvolvimento de campanhas que incentivem as denúncias. Somente com o conhecimento da dimensão do problema é que poderão ser desenvolvidas campanhas públicas mais efetivas.
Outro ponto: é urgente a implantação de um local que ofereça atendimento unificado às vítimas. Evitar a via crucis das mulheres por diferentes órgãos para produção de provas e coleta de depoimentos é importante para garantir maior acolhimento às mulheres agredidas. Garantir atendimento e respeito às vítimas é dever do Estado.





