As mortes ocorridas em Minneapolis (EUA) e São Gonçalo indicam a precariedade do equilíbrio social e a dificuldade de aceitação de seu semelhante. A covardia policial, nos casos de George Floyd e João Pedro, ressaltam uma vez mais o despreparo daqueles que usam o aparato estatal como demonstração de força e poder, em detrimento da proteção da sociedade civil.

A continuidade do processo genocidário em questão é dado de forma silenciosa em flagrante desrespeito aos direitos humanos. Tolerar o uso desproporcional da força impacta o estabelecimento da paz social contribuindo para o distúrbio e reação violenta das comunidades atingidas.

A lacuna da punição eficaz é o combustível que fomenta atos repetitivos, cuja norma legal é violada constantemente no contexto da desigualdade social, na qual a força policial não promove o bem comum, mas sim a imposição do medo e da selvageria.

Tratam-se de casos que merecem reflexão profunda e não mais acrescido no rol de estatísticas, bem como exigir das autoridades atuação consistente no sentido de coibir o aprofundamento da corrosão das identidades coletivas, o que contribui para a multiplicação de conflitos e o retrocesso do estado civil para o da vingança privada.

A violência, em ambos os casos, ressalta a desigualdade socioeconômica entre brancos e negros, bem como o tratamento perante a lei, pois a punição é historicamente branda ao transgressor, por isso o conflito não cessa, tornando-se banal, violento e crescente.

Rogério do Nascimento Carvalho (advogado, doutorando no Programa de Integração da América Latina da USP) - .São Paulo

Corpus Christi

Na coluna Opinião - Editorial do dia 10/06/2020 -, gostaria de fazer uma correção com relação a matéria "Uma pausa para a solidariedade". Em certo ponto diz: "Para os católicos, o Santíssimo representa o corpo de Jesus Cristo." Na verdade, ele não representa, ELE É o corpo de Cristo.

José Ardengui (empresário) - Cianorte

MEMÓRIA

12 de junho de 2015

25% dos auditores estão afastados ou presos

A segunda fase da Operação Publicano, deflagrada na quarta- feira, com a prisão de 49 pessoas, revelou um número surpreendente de auditores envolvidos no esquema de corrupção que impera há cerca de três décadas na Receita Estadual de Londrina: apenas em Londrina são 31 fiscais envolvidos, o que corresponde a um quarto dos 135 auditores da Delegacia local. Porém, mais grave, é que a organização criminosa tinha tentáculos em agências de renda da Receita em municípios da região e também se alastrava para outras delegacias, como a de Jacarezinho (Norte Pioneiro) e a de Curitiba, onde se concentra a cúpula estadual do órgão de fiscalização tributária.

mockup