A violência no trânsito tem deixado as autoridades em estado de alerta. A grande quantidade de vítimas mundo afora levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a classificar a situação como epidemia. Não é para menos. Dados da OMS apontam que a violência no trânsito é a primeira causa de morte entre a faixa etária de 15 a 29 anos; a terceira entre 30 e 44 anos. Em 2010, por exemplo 1,24 milhão de pessoas morreram nas ruas e estradas de 182 países; entre 20 milhões e 50 milhões sobrevivem com traumatismos e feridas.
Os dados são alarmantes e, por isso, campanhas de conscientização e educação se fazem extremamente necessárias. Ontem, Dia do Motorista, entidades promoveram em Londrina várias atividades aos caminhoneiros. Entre ações voltadas à saúde dos profissionais, objetivo era conscientizar sobre os perigos do trânsito. Recente levantamento do Ministério da Saúde aponta que em 2012 foram registradas cerca de 46 mil mortes no País, número 3,4% maior se comparado a 2011. Se for considerada a década (2002-12), o total de óbitos aumentou 38%. Mais de cinco pessoas morrem a cada hora no Brasil em decorrência dos acidentes.
Infelizmente, a quantidade de ocorrências no trânsito só tende a aumentar. Houve incentivo à indústria automobilística, a frota nacional de veículos cresceu, mas não foram feitos investimentos na infraestrutura viária dos municípios e em estradas e rodovias. O resultado é conhecido de todos: trânsito congestionado na maioria das cidades e aumento das ocorrências. Outro importante fator a ser considerado é a sobrecarga no sistema de saúde e previdenciário, gerado pelas vítimas.
Por isso, é importante o desenvolvimento de um projeto que atue em várias áreas: educação, infraestrutura e fiscalização. Além da realização de blitze, os órgãos de trânsito também deveriam inspecionar mais efetivamente veículos com muitos anos de uso e que ainda estão em circulação. Sabe-se que a maioria das ocorrências é provocada por falha humana, como imprudência ou imperícia, mas acidentes também acontecem por defeitos mecânicos e que poderiam ser evitados a partir da manutenção correta do veículo.

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