Violência no trânsito
O aumento da frota de veículos aliado à falta de conscientização de muitos motoristas e ao péssimo estado de conservação de rodovias continuam fazendo muitas vítimas no Paraná. No ano passado, segundo informações do Sistema Digital de Dados Operacionais do Corpo de Bombeiros, os registros de mortes em ocorrências atendidas pela corporação no perímetro urbano e nas rodovias aumentaram 13,03% com relação a 2011. Levantaram as estatísticas os óbitos registrados na Região Norte do Estado, que aumentaram 20,24% no período. No total, as vítimas fatais registradas na região representam 40,43% do total de todo o Paraná.
O total de mortes registradas no trânsito é alarmante em todo o mundo. Tanto que as Nações Unidas declararam a década de 2011/20 como de "Ação pela Segurança no Trânsito", com objetivo de reduzir a quantidade de vítimas, a partir da formulação e implementação de planos regionais, nacionais e mundial.
Em 2009, por exemplo, foram cerca de 1,3 milhão de mortes por acidentes de trânsito em 178 países; se esse ritmo se mantiver a estimativa é que em 2020, 1,9 milhão percam a vida por esse motivo e, em 2030, esse número poderá saltar para 2,4 milhões. Sem contar na quantidade de pessoas que sobrevivem com traumatismos e sequelas: entre 20 milhões e 50 milhões. Para reforçar a gravidade do problema, os acidentes de trânsito representam a 3ª causa de mortes na faixa de 30-44 anos; a 2ª na faixa de 5-14; e a 1ª na faixa de 15-29 anos de idade. Além disso, há que se considerar o enorme custo de todos esses acidentes, arcado pelo Sistema Único de Saúde.
Por isso, se faz urgente a intensificação de campanhas educativas que alertem para os riscos e os perigos de se dirigir em alta velocidade, sob o efeito de álcool ou drogas, com sono e até sem que o veículo esteja em perfeitas condições de uso. Outro fator extremamente relevante são as fiscalizações, que devem ser intensificadas. Punir os infratores talvez seja a solução mais rápida para reduzir o número de acidentes.





