O aumento das ocorrências de mortes violentas no trânsito paranaense está diretamente ligado ao aumento da frota e ao mau comportamento dos motoristas. Estatística da Secretaria de Estado de Segurança Pública, divulgada semana passada, aponta para um aumento de 9,4% nos registros de homicídios culposos no trânsito (HCT) nesses nove primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2011. No total foram registradas 1.902 HCTs. Os municípios que lideram o ranking são Curitiba, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e Arapongas. Homicídio culposo é quando o inquérito policial conclui que o motorista do veículo matou sem intenção.
Estimativas do Departamento de Trânsito do Paraná indicam que a cada mês cerca de 30 mil novos veículos entram em circulação. Isenções de impostos, aquecimento da economia e manutenção dos empregos contribuem para a formação deste cenário, o que é positivo. No entanto, o crescimento da frota parece pouco ter estimulado os gestores públicos na realização de investimentos nas malhas urbana e rodoviária. As ruas e rodovias praticamente são as mesmas de décadas atrás na maioria dos municípios.
Falta planejamento urbano para suportar esse aumento da frota e obras de conservação das estradas que cortam o Estado. Recente levantamento da Confederação Nacional dos Transportes chama atenção para o péssimo estado de conservação das rodovias brasileiras.
Outro importante ponto é a formação dos condutores. Poucos acidentes são causados por falha mecânica. A maioria acontece por erros dos motoristas, seja por imprudência (desrespeito às leis de trânsito ou excesso de velocidade) ou por dirigir sob efeito de álcool e drogas. Campanhas educativas e blitze de trânsito são trabalhos que devem ser realizados constantemente. É importante que todos - motoristas e pedestres - estejam conscientes da importância de se respeitar as leis e das consequências do seu descumprimento.
A responsabilidade é de todos, até porque recente balanço do Ministério da Saúde aponta que as mortes provocados por acidentes de trânsito atingiram status de epidemia. É uma informação extremamente negativa, cuja tendência é só piorar se nada for feito. A necessidade de campanhas educativas e de investimentos na malha viária é urgente.

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