Violência na sala de aula
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018
A violência entrou de forma trágica no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná, na manhã de sexta-feira (28). Dois estudantes do ensino médio ficaram feridos, atingidos por disparos de arma de fogo. Segundo a polícia, o atirador é um adolescente de 15 anos, também aluno da escola. Dando suporte ao ataque, estaria outro estudante, da mesma idade. Depois de imobilizado pela polícia, o atirador alegou que sofria bullying.
Os feridos foram hospitalizados, sendo um deles em estado muito grave. O ataque provocou pânico e vídeos dos alunos fugindo do atirador se espalharam pelas redes sociais. Os dois agressores entraram na escola armados com uma garrucha calibre 22 e uma faca, além de bombas caseiras e várias munições. Em diligência à residência de um deles, a polícia localizou mais munições, duas espingardas e vários recortes de notícias similares a ataques que ocorreram nos Estados Unidos. A arma não era registrada.
A violência que chega às crianças e adolescentes nas escolas não é um fenômeno isolado. As agressões físicas e as diversas formas de bullying são um reflexo da violência que atinge a sociedade. Os relatos das testemunhas que assistiram ao horror do ataque a tiros em Medianeira lembram um caso do ano passado, quando um adolescente de 14 anos também atirou contra os colegas de uma escola em Goiânia (GO). À época, a polícia afirmou que o menino sofria bullying e teria se inspirado em outros eventos de vingança com armas de fogo.
Tragédias como a de Medianeira e Goiânia mostram que o bullying, essa prática de violência muitas vezes silenciosa, não pode ser ignorada. Em se tratando de ambiente escolar, a atenção deve ser total, pois é lá que os estudantes passam boa parte do dia. Familiares, professores, coordenadores e funcionários devem ficar atentos para, ao identificar situações de bullying, agir com sabedoria, equilíbrio e rapidez.



