Violência contra crianças e adolescentes
A denúncia ainda é uma das principais armas para reduzir os casos de violência sexual infantil. É um problema grave, que atinge todo o País e todas as classes sociais, e que não pode ser ignorado. Dados do Ministério da Saúde apontam para uma situação alarmante: é o segundo maior tipo de violência contra crianças de 0 a 9 anos, com 35% das notificações. Para comparação, lideram o ranking negativo os relatos de negligência e abandono, com 36% dos registros.
Esse tipo de notificação é obrigatório desde o ano passado a todos os estabelecimentos de saúde no Brasil. No entanto, vale ressaltar que o número de casos pode ser ainda maior, uma vez que se referem apenas às notificações feitas pelo Disque 100. É preciso desmitificar e esclarecer o assunto porque as ocorrências não acontecem apenas em regiões mais carentes. O Paraná, por exemplo, ocupa a sexta e a sétima colocação no ranking nacional de exploração sexual e de abuso sexual.
Diante deste quadro, é fundamental que sejam desenvolvidas campanhas com crianças, adolescentes, pais e profissionais de saúde no sentido de prevenir e identificar os casos. O ideal era atuar na prevenção, a fim de evitar que esses casos aconteçam. Também é preciso atenção para que os casos sejam identificados e os responsáveis, punidos. Enquanto o silêncio imperar, os agressores continuarão agindo, uma vez que na maioria das ocorrências a pessoa que pratica a violência é de confiança da família e participa do convívio da vítima.
Todas as formas de violência afetam o desenvolvimento de crianças e adolescentes. É fator prejudicial para todo o País, uma vez que reflete diretamente em indicadores de desenvolvimento social e humano. A proteção à infância é garantida na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente e, portanto, dever de todo cidadão zelar pelos menores. É preciso garantir punição aos agressores e cuidados para as vítimas, até para que esse ciclo de violência seja interrompido.





