Ao se comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, em cinco de junho, é importante refletir sobre o porquê da criação da data, na década de 1970, durante uma conferência promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Naquela época, os países participantes do encontro já se mostravam bastante preocupados com as questões ambientais, mais especificamente com os danos que o homem vinha causando ao planeta. Temas como poluição do ar, do solo, da água, desmatamento, destruição da camada de ozônio e das florestas já frequentavam as mesas de negociações da ONU, as pesquisas acadêmicas e as páginas dos jornais. Trinta anos depois, os mesmos assuntos estão nos debates e reportagens, somados a outros temas que se tornaram mais presentes na última década e que vieram com a vida moderna: lixo eletrônico e consumo desenfreado.
Como sempre acontece nesta época, pesquisas e balanços são apresentados por organizações não governamentais ou órgãos públicos. Avanços e retrocessos sempre estarão presentes nas análises. Como foi o caso da divulgação, esta semana, de novos dados do Atlas de Remanescentes de Mata Atlântica, levantados pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A pesquisa mostrou que após cinco anos em tendência de queda, a quantidade de área derrubada de Mata Atlântica voltou a subir no Brasil e no Paraná. O nosso Estado ocupa a quarta posição entre os que mais desmataram a floresta. Hoje restam menos de 10% da mata que originalmente formava o bioma. Quanto à preservação do que resta da Mata Atlântica, um fator precisa ser levado em conta: boa parte da floresta está localizada em áreas particulares. Assim, é preciso contar com a conscientização dos seus proprietários e com meios eficientes de fiscalização.
Por outro lado, avanços da ciência precisam ser destacados. Há soluções para o reaproveitamento de materiais recicláveis e carros que circulam pelas cidades poluindo muito menos que antigamente. Mas, infelizmente, essas tecnologias, assim como tantas outras ‘’invenções ecológicas’’ são acessíveis a poucas pessoas. Grande parte da população mundial ainda resiste em realizar as mais básicas das lições de casa, como separar o lixo, não sujar ruas e rios e economizar água, luz e combustível.

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