Vice de Lula é vaiado em convenção do PT
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sábado, 29 de junho de 2002
Das agências 
São Paulo O início da convenção nacional do PT realizada ontem foi marcada por troca de socos. Quando o senador José Alencar (PL-MG) foi chamado para discursar, alguns militantes do PT, que usavam um nariz de palhaço, começaram a gritar: Lula sim, Alencar não. Um segurança do partido deu um soco em um dos adolescentes que protestavam, que caiu. Em seguida, outros seguranças estenderam bandeiras no local, para impedir que o conflito fosse filmado. O militante agredido não quis dar declarações à imprensa.
Alencar receber algumas vaias quando foi conduzido ao microfone. A executiva do PT (Partido dos Trabalhadores) reuniu-se em São Paulo para ratificar a aliança com o PL (Partido Liberal) para as eleições deste ano.
O presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP), evitou falar sobre o episódio dos grampos da Polícia Federal e das denúncias de corrupção na prefeitura de Santo André, durante seu discurso na convenção nacional do partido, em São Paulo.
Ele disse apenas que o episódio é uma tentativa de intimidar os petistas com denúncias caluniosas e infundadas. Sexta-feira, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquérito penal para investigar o deputado e recomendou o indiciamento dele entre as providências que deverão ser adotadas pela Polícia Federal.
No documento ao STF, ele disse que há indícios de que Dirceu, praticou o crime de concussão, ou seja, que teria recebido R$ 1,2 milhão de propina que teria sido cobrada pela prefeitura.
Já a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que abriu a convenção, pediu aos presentes que não desligassem o telefone celular, para que o governo pudesse ouvir o clamor popular. Segundo ela, o governo passou oito anos sem ouvir o povo.
A prefeita perguntou à platéia se o governo não teria ficado sem ouvir a população porque não havia grampo suficiente para todo mundo. O governo não escutou porque é altista diante do sofrimento do povo, disse Marta em seu discurso. Para ouvir quem eles queriam, não precisava de grampo. Ele tinham o (Pedro) Malan (ministro da fazenda), disse ela.


