Profissionais da Folha de Londrina ‘‘varreram’’ parte do Paraná durante a semana, numa operação para avaliar a situação de algumas rodovias estaduais e federais que cortam o Estado. O que se viu, infelizmente, é desanimador. O leitor poderá conferir o resultado em reportagem nas páginas 13, 14, 15 e 16.
Uma das equipes do jornal percorreu 1.050 quilômetros em dois dias, em viagem iniciada em Londrina, pela BR-369, mantida por concessionária. Ingressou por estradas estaduais e passou por várias localidades, inclusive fazendo o trajeto entre Ibaiti e Santo Antônio da Platina, no norte do Estado, onde prefeitos bloquearam a BR-153 por falta de condições de tráfego.
Também viajou à noite pela PR-092, que de Santo Antônio da Platina a Jaguariaíva é torturante. A rodovia apresenta ondulações em todo o trajeto, por causa dos remendos das operações tapa-buracos. Tem acostamentos precários em alguns trechos e não oferece terceira faixa. Pela 092, trafegam veículos pesados, em velocidade baixa, formando comboios que não podem ser ultrapassados.
Infelizmente, a conclusão deste trabalho da Folha pende praticamente para um conformismo inaceitável. O paranaense paga caro para trafegar por rodovias mantidas por empresas concessionárias, o que inclusive contribui para a elevação dos preços dos produtos transportados. Essas empresas dotaram essas rodovias de infra-estrutura mínima necessária, nada mais que isso. Mas a impressão que se tem é que a solução das rodovias está no pedágio.
Não é verdade. O paranaense tem que lutar para que as estradas não-pedagiadas tenham condições de tráfego iguais as oferecidas pelas pedagiadas. E que estas, por sua vez, sejam muito melhores, pois cobram pelas melhorias.
Walter Ogama

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