O bom andamento do trânsito depende de todos os envolvidos: motoristas, pedestres e agentes de fiscalização. Reportagem de ontem desta FOLHA mostra flagrantes de desrespeito nas faixas exclusivas para circulação de ônibus. Ignorando placas e leis estabelecidas, motoristas transitam calmamente na parte da via destinada ao transporte coletivo, enquanto alguns chegam até a estacionar.
Seguindo exemplos de grandes cidades como São Paulo e Curitiba, as faixas exclusivas foram criadas há pouco mais de dois anos. Deu certo e, de fato, contribuiu para desafogar o trânsito na área central, principalmente em horários de pico. Inclusive, é opinião quase unânime de que a destinação de parte da via para o transporte coletivo deveria ser estendida a outras ruas que concentram grande movimento. No entanto, é importante reforçar que se motoristas dos chamados ''carros de passeio'' desrespeitam a faixa, o mesmo vale para alguns motoristas que operam o transporte coletivo.
Quem circula pelo centro de Londrina constata frequentemente faltas cometidas pelos chamados ''motoristas profissionais''. Trafegar fora da faixa exclusiva e impedir o acesso de veículos que precisam utilizar o espaço para fazer a conversão, são atitudes constantemente verificadas. É preciso reforçar que o respeito precisa existir dos dois lados. É óbvio que os ônibus precisam ter o seu espaço preservado, mas a regra tem que valer também para eles. Por isso, é importante que os agentes de trânsito esclareçam o que está previsto em lei.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização anunciou que até o final do ano pretende intensificar a fiscalização, uma vez que nesta época há um aumento do fluxo de veículos. Londrina é polo regional e atrai grande número de consumidores e visitantes de outros municípios. É importante que todos sejam orientados a respeito das regras vigentes, o que garantirá a fluidez do trânsito. No entanto, o trabalho deve ser abrangente a todos os motoristas, até para garantir a coexistência pacífica entre ônibus e carros de passeio.

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