Vestibular da UEL: o que muda e por que - Márcio Almeida
Márcio Almeida
O próximo vestibular de julho da Universidade Estadual de Londrina será realizado em novas bases, após cuidadosos estudos, aprofundadas análises e amplas consultas ao meio acadêmico e à comunidade externa, principalmente colégios das redes pública e particular. O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão definiu novas diretrizes para os Concursos Vestibulares. O propósito das mudanças está centrado na realização de processos seletivos mais modernos e com melhor qualidade pedagógica, mantendo a confiabilidade de que historicamente são revestidos os vestibulares da UEL.
A primeira mudança refere-se à sistemática de inscrição dos candidatos. A antiga inscrição através do guichê ou no balcão será substituída pela inscrição através do sistema bancário ou via internet. Mais facilidade e menores custos para os candidatos.
A segunda mudança diz respeito a eliminação das prévias, provas de Habilidades Específicas de caráter eliminatório que eram realizadas, geralmente, no mês de maio, para os candidatos aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Desenho Industrial, Educação Artística, Estilismo em Moda, e Música. As prévias vinham sendo objeto de muitos questionamentos. Doravante, serão substituídas por provas de Habilidades Específicas de caráter classificatório como as demais e serão realizadas no primeiro dia do vestibular que ocorrerá no período de 16 a 20 de julho.
A terceira mudança diz respeito a alterações do programa da prova de Português, no que se refere aos conhecimentos de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. A idéia é valorizar o leitor competente e avaliar nos candidatos a formação que trazem dos ensinos fundamental e médio. Entendendo a linguagem como forma de interação humana, as modificações no programa desta prova visam estimular a capacidade de expressão através da escrita, assim como de atribuir sentidos ao processo de leitura de textos.
A quarta mudança refere-se à substituição da modalidade de compra de um pacote fechado das provas, anteriormente elaboradas e corrigidas pela Fundação Carlos Chagas (FCC), de São Paulo, pela modalidade de parceria. Para realizá-la, a UEL enviou cartas-consulta às mais conceituadas instituições do País, inclusive à própria FCC. Dentre as condições estabelecidas nessa consulta incluíram-se: a transferência de tecnologias, o apoio na capacitação do corpo docente e técnico e na montagem de infra-estrutura própria que nos permita, a médio prazo, realizar autonomamente nossos vestibulares.
Uma Comissão Especial da Universidade analisou as propostas recebidas e o Conselho de Administração aprovou a parceria com a Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (Funpar/UFPr). Responsável pela realização de muitos concursos vestibulares do mesmo porte que os da UEL e até maiores, a UFPR é, nacionalmente, uma instituição de reconhecida competência também neste campo. Na UEL ela será parceira, co-responsável pelo próximo vestibular de julho.
Um esclarecimento adicional referente a esta parceria diz respeito à estruturação das questões das provas. Estas continuarão sendo compostas de questões objetivas de múltipla escolha, como acontece há muitos anos em nossos vestibulares, diferentemente de modelos adotados em outras universidades, inclusive pela UFPR.
Novos recursos serão investidos pela UEL na realização dos próximos vestibulares, tanto para a capacitação técnica como em infra-estrutura material. Este esforço deverá ser compensado no futuro pois a UEL passará a competir no mercado dos concursos seletivos, universitários ou não, públicos e privados. Com isso, além de reforçar nossa autonomia estaremos criando novas oportunidades de trabalho e trazendo para Londrina os recursos correspondentes.
O fato de sermos hoje uma universidade de reconhecida qualidade, particularmente no que se refere aos cursos de graduação, resulta da capacidade dos nossos professores, técnicos e alunos. Também é resultado da capacidade de mudar. O mundo e a sociedade estão em permanente transformação. A ousadia de enfrentar o novo é um dos requisitos principais de uma universidade competente e socialmente relevante. E a UEL não abre mão desses valores.





