A conjunção entre luminosidade, temperatura e umidade do ar faz do verão a melhor época para a reprodução do cupim. Geralmente após as chuvas, eles saem aos milhares das colônias com o objetivo de formar uma nova comunidade. A fecundação da fêmea ocorre no ar, durante a revoada, e o novo ninho pode aparecer em qualquer lugar onde haja madeira.
De acordo o técnico-agrícola da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Sidney Antonio Berto, existem duas espécies de cumpim: a de madeira seca e a de solo. Em Londrina, predomina o segundo tipo, que recebe este nome por formar a colônia na terra. Além do montículo, sua presença é notada também pelos túneis construídos até a fonte de alimento e o pó gerado pela mastigação. Sua ação pode causar sérios acidentes como, por exemplo, a queda de um telhado se este não for tratado.
O método mais indicado para prevenir e erradicar o inseto é a barreira química. Sua eficiência depende da qualidade do produto e da capacitação do técnico. Para Cleuton de Araújo, proprietário de uma dedetizadora em Londrina, tão importante quanto o cupinicida, é o manejo ambiental. ''Trata-se de uma tendência mundial que inclui vigilância e orientação aos clientes'', diz Araújo.
A Secretaria do Meio Ambiente responsabiliza-se apenas pelas áreas públicas. Segundo Berto, as principais dificuldades para controlar o inseto é a rapidez com que ele se prolifera e a falta de estrutura da equipe. Para ele, esses obstáculos seriam transpostos mais facilmente se a população colaborasse com a limpeza e a fiscalização permanente dos imóveis.

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