O verão começou oficialmente há uma semana e o clima já dá sinais do que se esperar ao longo da estação: calor e dias chuvosos. A combinação é sempre vista com preocupação entre as equipes de vigilância epidemiológica.

Ano após ano, os agentes de endemias trabalham arduamente para combater os focos do Aedes aegypti, o mosquito responsável pela transmissão da dengue.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não decretou o fim da pandemia da Covid-19 no mundo, mas o fato é que, com o avanço do Plano Nacional de Imunização, a doença apresenta um cenário controlado.

Este então será o primeiro verão que as secretarias de Saúde poderão retomar as atenções, com o devido cuidado, para o combate à dengue, enfermidade que, em seus quadros mais graves, como a forma hemorrágica, também pode levar à morte.

Se contra o coronavírus a prevenção se dá na higienização das mãos, contra a dengue a estratégia é manter os quintais e terrenos limpos, sem acúmulo de água parada. Mesmo com campanhas de conscientização, todo ano a história se repete. A imprudência de alguns moradores pode colocar todo um bairro em risco.

Em Londrina, além do combate direto, que é feito pela Saúde, outro órgão tem um importante papel na prevenção de uma epidemia de dengue: a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização).

Reportagem publicada na edição de hoje desta FOLHA mostra que a autarquia reforçou as equipes para fazer a roçagem em áreas públicas. Como o mato cresce mais rápido com as chuvas de verão, o incremento de servidores nesta área deve se estender até abril.

A medida atende a reivindicações de moradores que também citam a presença de animais peçonhentos nesses logradouros.

Assim como o poder público precisa fazer sua parte, cabe aos proprietários de terrenos deixar a manutenção em dia. Segundo a CMTU, nos últimos 12 meses, 1.476 lotes foram fiscalizados e roçados pela autarquia, uma área equivalente a quase 100 campos de futebol.

O Código de Posturas do Município estabelece a penalidade de R$ 2 de multa por metro quadrado não roçado e mais R$ 0,46 por cada metro quadrado limpo pelo poder público, bem como de uma taxa de 10% sobre o valor dos serviços.

Além de sair mais barato se antecipar e contratar um serviço de limpeza, o dono do terreno evita riscos à saúde pública. De acordo com boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) em novembro, havia 1.700 notificações e quase 150 casos confirmados da doença em Londrina, o que representa 12% dos casos infectados no Paraná.

Combater a proliferação do Aedes aegypti deve ser um dever de todos.

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A CIDADE FALA

A cidade fala: Pinceladas de Leonilda Bissochi
A cidade fala: Pinceladas de Leonilda Bissochi | Foto: Leonilda Bissochi
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