Velhice intranquila
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de fevereiro de 2003
Fernando Marrey Ferreira 
O trabalhador brasileiro de pronto deve ser dividido em dois, os que detém carteira assinada e a informalidade. Outra nova subdivisão dentro do grupo de trabalhadores cobertos pelo sistema legal, o setor público e o privado. Os proventos dos brasileiros aposentados, ainda na esmagadora maioria, provém do Estado.
O déficit da Previdência Social cresce na proporção aritmética, contudo constante ao longo dos anos, projetando rombos insuportáveis ao desenvolvimento econômico. O servidor vilipendiado em seus proventos, tanto os da ativa como os aposentados e Reformados terão seus parcos recursos tungados na Reforma que o PT quer impor. Soluções neste jogo de ajuste fiscal degolará as imprescindíveis experiências dos cabelos brancos, nosso capital humano em merecido descanso já chamando até de vagabundos por presidente da República.
Santa injustiça, tanto a passada como a infrutífera futura! A natalidade decai, assim a pirâmide com muitos jovens na base larga afina-se, o Brasil passa a ser uma nação de proporção entre experientes e em formação. A construção de Brasília deve-se à Previdência Social, um demérito dentro de tantos méritos de JK, ''não vai adiantar chorar o leite derramado, é bom parar'' sem prosseguir num desarme que arma, ou seja, os servidores públicos não podem ser os bois de piranha para a reforma de Lula, não podem ter dois empregos durante o tempo que estão na ativa, submetem-se a arrochos salariais insuportáveis nas três esferas de poder, e, mantêm-se cordeiros.
A fome atinge em cheio a família dos Servidores Públicos, Color de Mello usou-os, difamando-os de marajás e ganhou fama. Lula intenta sucatear quem tanto se dedicou à nação, Educação, Saúde, Segurança, Justiça, Meio Ambiente... São obrigações que o Estado deve prover com presteza e eficácia, não condiz com arrocho do arrocho, ou com o ajuste fiscal em Direito Adquirido.
Este arroubo mercadológico no cerne histórico das lutas do partido dos Trabalhadores é um descalabro inusitado, o Poder corrompe o bom censo? O programa Fome Zero é recibo de fracasso na geração de emprego no Brasil, desta forma não almeja-se resgatar a Grande Massa de Desempregados que poderia passar a contribuir à previdência, outra parte, a informalidade deve passar à legalidade. Prosseguindo neste rumo de adimplência de dignidade, o alargamento da base pagadora é a saída honrosa, tarefa para destemidos implementarem, contudo esta solução só tornar-se-á lúcida com a concomitante reforma Tributária, Política, FEDERATIVA, Trabalhista, Judiciária e Moral.
FERNANDO MARREY FERREIRA, advogado, ideólogo da Reforma Estatal FEDERATIVA!


