Dados do Dieese mostram que nos subsetores de atividade econômica, o que amarga a maior variação negativa de emprego é a de transportes e comunicação. Ou seja, nos últimos meses, houve mais procura do que oferta por vagas nessas áreas de trabalho. Os dados são retirados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em julho deste ano, por exemplo, a atividade registrou 1,2 mil admissões contra 1,5 mil demissões. O saldo, portanto, foi de -306 vagas, o que equivale a um desempenho negativo de 0,63%. Nos sete primeiros meses do ano, a variação é de 2,69% negativo. Dez mil pessoas foram contratadas enquanto 11,3 mil foram demitidas. O setor de calçados é o segundo pior na variação de emprego este ano: -2,60%. Enquanto 51 pessoas conseguiram uma vaga, 54 perderam a posição que ocupavam.
Especificamente no setor de telecomunicações, os dados mais recentes são de 2000. Naquele ano, a variação foi positiva, acima dos 5%. Ou seja, o número de pessoas contratadas foi maior do que o número de pessoas demitidas.
Um estudo feito pelo Dieese em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores no Setor de Telefonia (Sintel), mostra que as pessoas que mais perderam emprego no setor foram aquelas que não tinham completado nem a 4 série do ensino fundamental. 92% dos empregados nessas condições perderam sua colocação. Também foram fortemente atingidos pela mudança no perfil das empresas do setor, aqueles empregados que não tinham completado até a 8 série do ensino fundamental. Em compensação, o mercado cresce 26% para quem tem 3º grau completo, e 19% para quem tem 2º grau completo. (D.A.)

mockup