Vândalos provocam vazamento de nafta
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de março de 2002
Denise Angelo Equipe da Folha 
Curitiba - Vândalos danificaram na manhã de ontem a válvula de bloqueio número 8 do oleoduto da Petrobrás que liga Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) a Paranaguá. A válvula danificada está localizada em Morretes. Quando o ato de vandalismo foi praticado, havia nafta correndo pela tubulação. Os cadeados do cercado que protege a tubulação foram rompidos e os vândalos tentaram abrir a válvula.
Segundo o coordenador de operações do Terminal de Paranaguá, engenheiro Luciano Miranda da Rocha, a ação provocou vazamento do produto. Porém, como a nafta é altamente volátil, a Petrobrás não conseguiu dimensionar o tamanho do vazamento. Os técnicos da empresa foram comunicados do problema por um morador da região, por volta das 8h40 de ontem.
Ao constatar o problema, os técnicos da Petrobrás foram até o local. Enquanto não conseguiam conter o vazamento, coletaram aproximadamente um balde de nafta a cada meia hora. É uma quantidade ínfima, considerou o engenheiro. No final da tarde a equipe da Petrobrás conseguiu conter o vazamento, fazendo um reparo provisório. Hoje o local deve passar por reparos definitivos.
O ato de vandalismo mostrou a fragilidade do sistema mantido pela Petrobrás. Segundo Luciano da Rocha, diante dessa situação a empresa vai rever a forma de segurança dos pontos onde estão as válvulas de segurança do oleoduto. Além de pôr em risco o meio ambiente, a pessoa que tentou abrir as válvulas colocou em risco a sua própria vida, diz o engenheiro. Isto porque, além de ser altamente volátil, o que poderia ter provocado um incêndio no local, a nafta fica sob alta pressão dentro da tubulação. O vândalo poderia ter recebido um jato de alta pressão que colocaria em risco sua própria vida, avaliou o engenheiro.
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estiveram no local do vazamento e constataram, pelos levantamentos preliminares, que não houve dano ao meio ambiente.


