Vandalismo e educação
Atos de vandalismo atualmente não são exclusividade das grandes cidades. Pichações, depredações de prédios e bens públicos, furtos de cabos de energia elétrica são registrados em praticamente todos os municípios. Esse tipo de ação reflete claramente a falta de educação e cidadania de alguns membros da sociedade. Reportagem de hoje desta FOLHA discute o assunto e mostra exemplos ocorridos em cidades menores da Região Metropolitana de Londrina.
Importante esclarecer que atos como esse causam prejuízo a toda população. Além do desperdício de dinheiro público e privado, uma vez que recursos têm que ser alocados para consertar o dano, há o prejuízo indireto e que atinge a todos. Pessoas deixam de utilizar, ainda que temporariamente um bem que seria para uso comum; uma rua com uma lâmpada quebrada que, escura, causa insegurança; ou a falta do telefone fixo ou de internet em residências e empresas porque os cabos foram roubados. Com qualquer das intenções, é preciso que os vândalos tenham consciência de que prejudicam seus semelhantes, não somente ou diretamente os gestores públicos.
Além disso, também é importante reforçar que destruir, inutilizar ou deteriorar patrimônio da União, do Estado e do município é considerado crime pelo Código Penal, com pena prevista de seis meses a três anos e multa. Talvez, o baixo índice de punição que os vândalos recebem é que acabam por estimular esse tipo de ação. O flagrante é difícil e, por isso, é importante que a população se engaje e denuncie a prática. Atos de vandalismo não podem continuar impunes.
Outra importante ação a ser desenvolvida pelo poder público são ações de conscientização. É importante que crianças e jovens sejam educados para a cidadania. Os vândalos precisam estar conscientes dos prejuízos que provocam e a população deve estar mais atenta.





