O que pretendem pessoas que depredam escolas? Qual o objetivo da ação? A resposta para essa pergunta é difícil, mas infelizmente casos de vandalismo parecem ter se tornado mais frequentes nos últimos dias. Além de espaços públicos e privados (locais preferidos dos pichadores), roubo de cabos de fibras óticas, lâmpadas de iluminação pública e orelhões quebrados, agora, escolas têm sido alvos. Espaços destinados única e exclusivamente para uso da comunidade local e que, na maioria dos casos, já contam com estrutura precária.
Nesta semana, mais uma escola municipal foi danificada por atos de vandalismo. Equipamentos de informática e um televisor, geralmente usados para complementar a tradicional forma de ensino, foram inutilizados por um princípio de incêndio. Apesar de ser considerado de "pequenas proporções", as marcas das chamas ficaram pelas paredes e carteiras das salas atingidas. Os vidros estavam quebrados e foram encontradas pedras no local.
As escolas deveriam ser cuidadas por todos – e não locais alvos de depredações. Talvez, o interessante seria desenvolver um trabalho na comunidade local até para entender o que move essas pessoas. Que se trata de falta de educação é óbvio, mas deve haver algum outro sentimento contra o espaço. Neste caso em específico, os maiores prejudicados são os próprios alunos que perdem a pouca estrutura disponível. Difícil perceber isso?
Também importante lembrar que vandalismo é crime previsto pelo Código Penal. A pena prevista varia de seis meses a três anos, além da aplicação de multa. Além disso, tramita no Congresso Nacional projeto que pretende aumentar a pena para até 12 anos mais pagamento de multa. Também há previsão de tornar crime atos praticados contra empresas privadas.
Fiscalização e punição são de extrema importância para coibir ações desse tipo. No entanto, a longo prazo apenas a educação poderá resolver ou minimizar esse problema. Somente com a formação de pessoas cidadãs, conscientes de seus direitos e deveres é que esse tipo de iniciativa será reduzida.

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