Um bom programa de sábados à noite e domingos, para os londrinenses, pode ser passear em Maringá. Turismo que custa pouco, porque a distância é de apenas 1 hora de carro, em rodovia de pistas duplas, podendo-se ir e voltar na mesma noite ou no mesmo dia. Por que Maringá? Porque é uma cidade movimentada e com boa infra-estrutura para os que gostam das atrações noturnas, e muito bonita para curtir de dia, pela beleza de suas avenidas arborizadas e de seu exuberante Parque do Ingá. Em verdade toda a cidade é um enorme parque, pela abundância de árvores que ornamentam suas avenidas, enfileirando-se nos dois lados e no canteiro central.
Maringá foi desenhada na prancheta pelos urbanistas da Companhia de Terras, a mesma que colonizou Londrina, Cianorte, Umuarama. Em Londrina, porque era a primeira cidade, houve pressa demais em construi-la e descuidaram-se de fazer ruas largas e avenidas, até porque imaginaram que a cidade não passaria dos 30 mil habitantes. Aqui foi o experimento, o improviso, em Maringá foi o definitivo. Ambas foram contempladas pelo milagre do crescimento vertiginoso, diríamos incontrolável, em detrimento de cidades mais velhas (caso de Jataizinho, aqui bem próximo), porém Maringá, por ser uma irmã mais nova, ganhou dos urbanistas um pré-estudo, a concepção de um desenho prévio, com todas as ruas duplas, grandes espaços abertos, como o que circunda a Catedral, e o paradisíaco parque, com densa arborização natural (e certamente também cultivada), um zoológico e um lago habitado por gansos e outras aves aquáticas e onde se pode andar de caiaques e pedalinos.
Andar pelas ruas da cidade lembra os Jardins, em São Paulo, e na enorme praça junto à Catedral as pessoas podem banhar-se pelo sol e respirar liberdade. Tudo amplo e muito bem cuidado.
Maringá tem todas as marcas de cidade grande. A intensa arborização impede vislumbrar seus limites. No seu shopping vertical, da praça de alimentação no 4º andar descortina-se todo o arvoredo do Parque do Ingá. Um cenário que enche os olhos!
Nas ruas de duas pistas o tráfego flui, sem acidentes, privilegiado por semáforos inteligentes de sete tempos, permitindo ao motorista planejar a velocidade, sem aquela afoiteza de correr para aproveitar a luz amarela, no caso dos semáforos convencionais, o que muitas vezes gera acidentes. Um sistema inventado em Maringá mesmo, há mais de duas décadas, e que, aos poucos, vai sendo adotado por cidades do Paraná e de outros estados.
Há inúmeros bares noturnos (e bares fazem parte dos prazeres da vida), não aqueles de cadeiras e mesas de lata, como as da maioria dos bares de Londrina, cedidos por interesse promocional pelas indústrias cervejeiras, mas casas de nível e conforto. E Maringá acaba de inaugurar outra moderna.
Em Londrina, a Prefeitura deveria estabelecer padrões para abertura desses estabelecimentos, não permitindo improvisações, para não falar dos desconfortáveis e malcheirosos banheiros, aí uma questão de saúde pública. Vale a oportunidade para fazer comparações. Aqui as ruas e calçadas são mal cuidadas, os prédios e casas ainda têm a pintura original, de 20, 30 e até 40 anos atrás, sem nenhuma lei que obrigue uma repintura. (E os telhados, por que não se tem, no Brasil, o costume de pintar telhados, já que grande parte das pessoas, por habitarem andares altos, os olham de cima?!)
Londrina tem que melhorar sua estrutura de lazer e de beleza urbana, não para competir com Maringá - que estas são coisas egoistas e fora de moda - mas para o bem-estar de seus moradores.
Por ora, vale a opção de ir passear em Maringá, curtir as noites de sábado em seus bares e boates, e percorrer as ruas da cidade e o belo Parque do Ingá nas manhãs de sol de domingo!

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