Quando João Garcia Cid, João Antônio Iverson, José Luiz Guimarães e Milton Miró Vernalha se uniram a Raul Juliatto, Paulo Carneiro Ribeiro, Klaus Nixdorf, Dinor Olegário Voss, Humberto José Jusi, Oswaldo de Oliveira Zappia, Luiz Natal Bonin, João Palma Moreira, José de Paula Motta Filho, Roberto Gonçalves de Abreu, nos idos de 1972, alimentavam a ousadia de instalar, em pleno coração da terra roxa, um centro de referência para a agropecuária paranaense.
Impulsionados pela energia transbordante de João Milanez, aliado a Francisco Sciarra, João Ribeiro, José Maria Sebastião, Aníbal Bianchinni, Florindo Dalberto e muitos outros homens de visão, como o ex-governador Parigot de Souza, eles pensaram grande e sonharam com um futuro onde a tecnologia estivesse a serviço da produção.
Nascia o Instituto Agronômico do Paraná, o nosso Iapar, para não ficar devendo nada ao que se fazia nessa área em outras regiões mais desenvolvidas do país.
O Iapar é um marco na agricultura paranaense. E ao longo destes 25 anos consolidou-se como a instituição imaginada pelos seus fundadores: uma usina de tecnologias e soluções para a agropecuária e a economia do Estado.
O exemplo mais recente do seu trabalho é o ‘‘Programa de Café Adensado’’. Em Londrina, o governo do Estado assinou convênios com 188 prefeituras municipais para retomar com toda força a agricultura cafeeira. Até o final de 1998, serão ofertados 37 mil novos empregos no campo, gerando um agronegócio que pode movimentar até 1 bilhão de dólares anuais. Poderemos voltar a exportar grandes quantidades de café, trazendo novas divisas para o Paraná.
Esses números só serão possíveis porque o Iapar pesquisou e desenvolveu novas técnicas que permitem obter maior rentabilidade, usando mais plantas por hectare, novas variedades - mais produtivas e resistentes -, e a diversificação da propriedade agrícola.
O início de todo esse processo econômico está, portanto, na pesquisa, o que o Iapar faz muito bem. Sempre buscando reduzir os custos e os riscos de perdas da produção, a utilização indevida de insumos prejudiciais à saúde ou agressores do meio ambiente, para garantir a qualidade dos produtos e a melhor qualidade de vida dos consumidores.
O ‘‘Programa Cadeias Produtivas’’, coordenado pelo Instituto, hoje norteia os negócios agrícolas do Paraná. As técnicas para manejo de solos e água revolucionaram o modo de produção no campo e são adotadas mundialmente. O Iapar desenvolveu mais de 80 novas variedades de plantas; promoveu novo desenvolvimento da Região Noroeste, com a introdução da citricultura, e o seu manejo biológico de pragas e doenças de diversas culturas afastou, por exemplo, o trauma do ‘‘bicudo’’ do algodão.
Destaco estas conquistas porque valorizar o Iapar, mais do que uma homenagem ao seu passado, é uma questão de justiça e um forte investimento no futuro.
Desde a época em que fui eleita deputada estadual, tenho me empenhado para que o Iapar disponha da infra-estrutura necessária ao desenvolvimento da pesquisa, reconhecendo a competência dos seus servidores, também com o plano de cargos e salários.
A maturidade do Iapar pede autonomia administrativa e financeira para acompanhar o ritmo do mercado e da globalização.
Essas medidas estimularão o Instituto a prosseguir em suas conquistas, contribuindo ainda mais para a modernização da agropecuária e o desenvolvimento sustentável de novas alternativas econômicas.
O produtor conhece e confia no Iapar. Não se perde de vista que valorizar essa instituição é, também, valorizar o Paraná.
- EMÍLIA BELINATI é vice-governadora do Estado

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