Valorização do professor
O que esperar de um País que não valoriza seus professores? Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico aponta para um cenário nada positivo no Brasil. Baixos salários, carga horária excessiva, perda de tempo para manter a disciplina em sala de aula, entre vários outros fatores contribuem para os péssimos resultados que medem a qualidade do ensino brasileiro.
A educação é um direito constitucional fundamental. No entanto, além da preocupação de manter crianças e jovens na escola é preciso voltar-se à qualidade. Os alunos têm que aprender a ler e a escrever corretamente, a entender o que leem e devem saber executar operações básicas de matemática. Não é o que se constata em pesquisas que medem o desempenho dos alunos. E a melhora do ensino passa necessariamente pela valorização do professor.
Só para se ter uma ideia, um docente do ensino básico no Brasil ganha em média metade do salário de outros profissionais com a mesma escolaridade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além disso, a carga horária é maior do que a média nacional e há mais alunos em sala de aula. Esse cenário torna a carreira bem pouco atrativa, atrapalhando a formação de novos professores. Foi-se o tempo que exercer a docência fazia parte dos sonhos dos jovens.
É importante que a sociedade se volte às demandas da educação. Exigir qualidade do ensino é um direito da população. Além disso, é fator fundamental para o desenvolvimento do País. A baixa qualidade da educação é uma das deficiências que impedem o crescimento sustentável. Profissionais pouco capacitados e o baixo índice de inovação das empresas é reflexo direto desse gargalo.





