A reportagem da Folha de Londrina procurou Valentina de Andrade em sua casa, no Jardim Bela Suíça (região sul de Londrina) na tarde de sexta-feira, mas ela não quis falar sobre o processo de Altamira. Atenderam a reportagem Roberto de Andrade, filho de Valentina, e Walter Munhoz, que se identificou atual marido da dona de casa.
Roberto disse que a mãe não está emocionalmente em condições de falar sobre sua situação. ''Ela já tem idade avançada e não merecia estar passando por tudo isso que vem acontecendo com ela'', disse Roberto. Munhoz reiterou as palavras do advogado de Valentina, e ressaltou que não há qualquer envolvimento da esposa com as mortes ocorridas no Pará.
Há um cuidadoso esquema de vigilância na casa de Valentina, que chegou a ser alvo de vandalismo em 1992, quando ela e o então marido, o argentino José Teruggi, foram acusados de envolvimento da morte de Evandro Caetano e do desaparecimento de Leonardo Bossi. São três câmaras de vigilância na entrada da casa, fechada com portões de ferro, e que tem o jardim enfeitado com personagens ornamentais.
Segundo Arnaldo Faivro Busato, a única relação de sua cliente com a cidade de Altamira é que Valentina chegou a morar lá com um de seus maridos. ''Ela viveu lá por pouco tempo, e há muitos anos, num período anterior ao das mortes citadas no processo'', diz Busato.

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