Em tempos em que a desinformação causa impacto negativos em vários aspectos da sociedade, é muito satisfatório constatar, através de dados, que a ciência cumpre o importante papel em prol da saúde pública. Estamos falando da expressiva redução dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causada pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório) entre bebês menores de seis meses, registrada no Paraná. É a demonstração comprovada estatisticamente de que investir em vacinação significa preservar vidas, evitar internações e oferecer às crianças um começo de vida mais seguro.

Os números divulgados pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná) reforçam essa realidade. A redução de 81,1% nos casos de SRAG causada pelo VSR demonstra, de forma inequívoca, o impacto positivo da vacinação na proteção da infância.

A redução foi de 1.421 para 269 casos no comparativo entre as 26 primeiras semanas de 2026 e 2025. A melhora está relacionada ao início da vacinação contra o VSR, que foi incorporada pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2025.

O impacto da vacina foi nacional. Segundo levantamento disponibilizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com dados do boletim Infogripe, entre as semanas 1 a 24, o país registrou 16.148 casos em 2025 e 7.593 em 2026, uma queda de 52,9%.

Além de uma maior diminuição no número de casos, o Paraná tem também a melhor cobertura vacinal do Sul do Brasil. O levantamento do Ministério da Saúde aponta que 89,84% das gestantes estão vacinadas no Estado. A porcentagem em Santa Catarina é de 86,32% e, no Rio Grande do Sul, de 87,58%.

A vacina contra a VSR está disponível para todas as grávidas a partir da 28ª semana e sua proteção é passada da mãe para a criança. Após a vacinação, a mãe transfere anticorpos ao bebê pela placenta, garantindo proteção passiva nos primeiros seis meses de vida, período de maior risco de adquirir a doença.

Importante ressaltar que investir em prevenção é sempre mais eficiente, humano e econômico do que enfrentar as consequências da doença. Cada dose da vacina aplicada significa menos internações, menor ocupação de leitos hospitalares e mais qualidade de vida para crianças e suas famílias.

Vamos celebrar os índices alcançados, mas é preciso incentivar a população a manter em alta as coberturas vacinais. O sucesso das campanhas depende da confiança da população e do compromisso permanente do poder público em garantir acesso, informação de qualidade e disponibilidade dos imunizantes.

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