O Brasil vem percebendo que o seu índice de cobertura vacinal, aquele programa do calendário básico garantido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), vem caindo ano a ano.

Dados do Ministério da Saúde dão conta que em 2019 nenhuma das vacinas do calendário básico alcançou a meta. Foi a primeira vez que isso aconteceu em décadas. O compartilhamento de informações falsas pelas redes sociais que partiram do movimento antivacina é, provavelmente, um dos principais fatores para a baixa procura.

A campanha de vacinação contra a poliomielite, que terá em Londrina sua última ação especial no próximo sábado (28), é um exemplo dessa perigosa prática dos pais de ignorarem os apelos das autoridades de saúde para levarem seus filhos para vacinar.

A campanha termina na segunda-feira (30) e, apesar dos esforços realizados pela Secretaria de Saúde de Londrina, entre ações ampliadas e divulgação, apenas 57% da cobertura vacinal foi alcançada na cidade. Foram aplicadas 15.146 doses do total de 26.264 disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Saúde. Isto significa que mais de 10 mil crianças ainda não foram imunizadas.

A vacina é a única forma de prevenir a paralisia infantil, uma doença gravíssima que apenas está erradicada no Brasil porque há controle e prevenção permanentes por meio das “famosas gotinhas”.

Certamente, a desinformação influencia no comportamento hesitante das pessoas que acreditam em teorias da conspiração. Ao contrário do que muitos pensam, a opção por não dar vacina aos filhos não é uma decisão com consequência solitária, individual.

As consequências do movimento antivacina terão, sim, impacto na sociedade. Vacinar é um ato de saúde coletiva.

A Folha agradece a preferência!

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