Vacina contra o VSR chega à rede pública
Os imunizantes passaram a integrar, neste ano, o calendário de vacinação do SUS
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2025
Os imunizantes passaram a integrar, neste ano, o calendário de vacinação do SUS
Folha de Londrina 
A distribuição pela Sesa (Secretaria da Saúde do Paraná) das primeiras doses de vacinas contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) para gestantes é uma medida importante para reduzir os casos de bronquiolite em recém-nascidos. Os imunizantes passaram a integrar o calendário de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde) neste ano e chegaram ao Estado no último dia 3 de dezembro.
Neste primeiro lote, o Estado recebeu 37.120 doses, entregues no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba. Desse total, a 17ª Regional de Saúde, em Londrina, receberá 2.915 doses.
Até então, o novo imunizante só estava disponível na rede privada, a um custo médio de R$ 1,6 mil. Dentre as vacinas disponíveis no País, este produto é um dos mais caros.
As doses já começaram a ser enviadas para as 22 Regionais de Saúde do Paraná, que vão distribuir aos municípios. A Sesa estima vacinar 138 mil gestantes. A secretaria aguarda o envio de mais um lote do produto ainda este mês.
O imunizante é aplicado em dose única em mulheres a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna. O objetivo é proteger o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade para doenças graves causadas pelo VSR, como bronquiolite e pneumonia.
A gestante, ao ser vacinada, transfere anticorpos ao feto pela placenta, reduzindo os riscos de infecção grave e complicações respiratórias.
Segundo o Ministério da Saúde, neste ano de 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por VSR no período.
Ao disponibilizar gratuitamente a vacina contra VSR nas unidades básicas de saúde, o sistema público corrige uma desigualdade que antes restringia a prevenção a quem podia pagar.
Agora, com a distribuição em curso e a expectativa de novos lotes, cabe às autoridades manter a logística eficiente e às gestantes aderirem à vacinação. A ampliação da cobertura será decisiva para reduzir internações e salvar vidas.
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