O direito de todo cidadão termina quando começa o do outro. Esse velho ditado popular, se seguido pelas pessoas certamente melhoria – e muito – a vida em sociedade. Exemplo disso é a matéria publicada nessa semana na FOLHA que relata o encontro de jovens nas proximidades da barragem do Lago Igapó, zona sul de Londrina.
Nada contra a reunião dessas pessoas em um local público que, aliás, é uma das poucas áreas de lazer da cidade. No entanto, o problema é a forma como esses encontros acontecem. Som alto, consumo de bebidas alcoólicas e todo tipo de lixo deixado no local têm contribuído para afastar outros frequentadores. E aí, é preciso intervenção. Volume muito alto de música e lixo jogado em local inapropriado são proibidos por lei. É certo que faltam lixeiras, problema aliás verificado na cidade inteira, mas a ausência desses recipientes não pode ser usada como desculpa para deixar o lixo em local público. É responsabilidade de todos zelar pela limpeza da cidade.
O que também chama atenção nesse fato é a falta de fiscalização das autoridades. Não há policiamento ou órgãos do meio ambiente. A movimentação corre solta e afasta outros frequentadores, como relatado na matéria. Além disso, atrai vários vendedores ambulantes irregulares, o que prejudica os outros que estão legalizados e pagaram suas taxas. Neste caso, também não há qualquer fiscalização da Companhia Municipal de Trânsito de Urbanização.
Para viver em sociedade é preciso respeitar o espaço do outro e não é isso que tem acontecido. A falta (ou inexistência) de áreas públicas de lazer em Londrina não pode ser usada como argumento para a bagunça. O espaço tem que ser dividido por todos, cada um respeitando os limites do outro. Esta é uma regra básica da vida em sociedade, mas que muitas pessoas ainda preferem ignorá-la.

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