Chegamos ao primeiro mês desde que foi notificada a presença do coronavírus no Brasil. Muitas medidas foram tomadas pelas autoridades públicas no enfrentamento da pandemia e alguns protocolos simples de higiene, como lavar sempre as mãos, foram retomados como aconteceu no surto global da H1N1 em 2009. Mesmo com um parcial isolamento social, tivemos 36.599 casos registrados, perdemos 2.347 vidas e 14.026 pessoas se recuperaram da doença.

Ainda não chegamos ao chamado platô e nem achatamos a curva de transmissão do vírus, e nesses 30 dias com a estagnação de grande parte do setor produtivo, há uma forte pressão das entidades de classe pela retomada da atividade econômica. O que vemos é o aumento de pessoas circulando nas ruas com as filas e aglomerações inevitáveis em terminais, bancos, mercados e outros estabelecimentos.

O que fazer com esse novo quadro se tornou a principal preocupação dos agentes públicos. Na Assembleia Legislativa, aprovamos o projeto de lei que torna obrigatório o uso de máscara em todas as cidades do Paraná. Foi um substitutivo geral a um projeto que propus - junto com os deputados Alexandre Curi (PSB) e Tercílio Turini (CDN) - apensado aos projetos dos deputados Douglas Fabrício (CDN) e Michele Caputo (PSDB).

O uso de máscara é mais uma prevenção, não a principal - o isolamento social é a melhor recomendação - nesses tempos em que o pico de transmissão está previsto para os próximos 45 dias. Contribui na proteção individual e cria barreira para se evitar a transmissão do vírus por vias aerossóis (espirro, tosse, saliva e gotículas). É também um equipamento imprescindível de contenção ao contágio coletivo.

Manter boca e nariz encobertos tem-se mostrado eficaz, conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde, em situações de crise, como ocorre neste momento com a pandemia do coronavírus.

O modelo pode ser confeccionado artesanalmente com facilidade, com a utilização de pano e elástico, deixando os demais modelos descartáveis disponíveis para utilização de profissionais da área médica que trabalham em hospitais e estabelecimentos de saúde.

A medida é de fácil assimilação pela população e de baixíssimo de custo. A máscara tem ainda outra função positiva: dificulta que o usuário leve as mãos à boca e ao nariz, que abrigam o vírus em suas mucosas. Assim, reduz as chances de que superfícies e objetos sejam contaminados, colocando em risco a saúde de outras pessoas.

Juntamente com o uso da máscara, é importante a ampla divulgação da adoção da medida, inclusive alertando sobre medidas punitivas no descumprimento da lei – como advertências e multas, em caso de exposição coletiva ao não usá-la em transporte público municipal, intermunicipal ou interestadual.

Algumas cidades paranaenses já estão voltando suas atividades econômicas. Com a retomada foi acordada a intensificação da higienização dos espaços e disponibilização de álcool em gel para a população. No entanto, o uso da máscara deve ser somado a outros esforços para que de fato essa se torne uma medida eficaz.

O Paraná é um dos bons exemplos ao garantir maior agilidade no término da construção de hospitais, no aumento de leitos de enfermaria e UTI, o que é muito, mas ainda não é o bastante. A melhor alternativa para o momento é evitar o pico de contágio a para isso é primordial as medidas de higiene e proteção. Proteja o próximo! Proteja quem você ama! Se proteja!

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná

mockup