Reportagem de ontem desta FOLHA mostra claramente o quanto a morosidade da administração pública e a falta de políticas adequadas afetam diretamente a vida da população. Em tramitação desde 2010 na Câmara de Londrina, o Plano de Arborização ainda não foi aprovado. O resultado já é conhecido: basta a ocorrência de uma chuva acompanhada de um vento mais forte para que várias árvores sejam levadas ao chão, provocando inúmeros estragos e transtornos.
Nesta semana, por exemplo, ao menos 25 árvores caíram na cidade durante a chuva acompanhada por ventos de 47 km/h, segundo registros da Estação Meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná. Além de estragos materiais, uma pessoa foi hospitalizada em decorrência de um acidente de trânsito. Como nesse período do ano as ocorrências de chuvas fortes são maiores - favorecidas pelas altas temperaturas - provavelmente esses incidentes se repetirão. Se esses fatos são previstos, o que fazer para minimizar os transtornos?
Um dos primeiros passos é pressionar para que o Plano de Arborização seja votado rapidamente, dentro da legislação ambiental vigente. Outra ação é garantir a sua execução. De nada adianta uma lei se ela não for implantada e ficar apenas no papel.
Conforme abordou a matéria, faltam equipamentos e pessoal para que a troca das árvores seja feita com mais agilidade. Está previsto no orçamento municipal ou em contratos com empresas terceirizadas esse serviço? Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente a cidade tem cerca de 3 mil unidades que precisam ser abatidas em todas as regiões. Se já há laudos técnicos atestando a necessidade porque o serviço ainda não começou a ser feito? Também é preciso lembrar que o problema é resultado de vários anos de inércia e inoperância.
A responsabilidade toda não deve ser creditada apenas aos atuais gestores. O cenário é resultado de vários anos sem uma política pública adequada e sem a execução do serviço. É preciso que a comunidade seja envolvida e acompanhe o trabalho desenvolvido.

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