Urgência em aprovar verba para Santa Casa
Se até 31 de dezembro não forem liberados os R$ 26 milhões constantes do orçamento da União para ampliação da Santa Casa de Londrina, essa verba poderá ser perdida. A emenda parlamentar respectiva já foi aprovada mas falta o Ministério da Saúde assinar o convênio pertinente. As representações norte-paranaenses em Brasília precisam agir com urgência, interferindo junto ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e solicitar-lhe as providências necessárias naquele sentido.
Faz 15 anos que a obra de ampliação teve início, mas por dificuldade financeira a conclusão ainda não foi possível. Em função disso, há 4 anos a construção parou, e assim permanecerá se aquela verba não for liberada. A ampliação resultará no aumento de 125 leitos de internação e 40 para a Unidade de Terapia Intensiva, somando-se aos 367 e aos 36, respectivamente, que hoje existem.
Três dos deputados federais por Londrina concorreram a prefeito, na última eleição, e o ideal de servir a cidade e a região deve continuar agora, com a interferência também deles para que não se percam o prazo e a verba. Esse recurso é fundamental para o atendimento das questões de saúde, tão mencionadas pelo presidente Lula. Se a liberação da verba conforme disse o ministro Paulo Bernardo ainda passará por análise do Ministério dos Assuntos Institucionais e deve atender às prioridades de Saúde, deve-se entender que é prioritária a ampliação desse edifício hospitalar, porque cerca de 60% dos atendimentos do hospital são para pacientes vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), portanto, a população carente e não apenas de Londrina mas de todos os pontos do Estado e inclusive de fora. É preciso que as lideranças políticas e comunitárias se mobilizem e que também o prefeito Nedson Micheleti que pertence ao partido do Governo no poder e tem apenas 35 dias de mandato vá a Brasília e se empenhe junto aos ministérios afins para obter a liberação do dinheiro em tempo hábil.
Se o Governo federal está empenhado em promover o desenvolvimento nestes tempos de crise, como anuncia o presidente da República, a ampliação dos atendimentos de saúde também deve figurar na meta de solidificar a infra-estrutura brasileira ante situações adversas. E adicione-se que essa ampliação, afora a melhoria de serviços numa área crítica, resultará em 900 empregos diretos. Ao atender a uma causa como esta, o Governo estará exercendo, na prática, o seu apregoado Programa de Aceleração do Crescimento.





