Quem olha as praças do centro de Londrina não imagina o importante papel que elas tiveram no crescimento da cidade. Assim como ocorreu em várias partes do mundo, elas eram o lugar preferido da comunidade para fechar negócios, marcar encontros amorosos, realizar manifestações culturais e políticas. Essa história e suas curiosidades foram desvendadas pelo arquiteto e urbanista Renato Mateus Gorne Viani e agora estão ao alcance dos alunos da rede municipal de ensino.
Viani concentrou num CD-room informações sobre as 10 praças mais antigas de Londrina com mapas e fotos. ''Minha intenção foi resgatar a história desses espaços e mostrar às novas gerações o seu valor. Quem sabe, no futuro, as praças retomem sua função de agente formador de consciência'', explicou o arquiteto.
O projeto foi financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e custou R$ 7.560,00 à prefeitura. Segundo a assessora educacional da Secretaria de Educação, Eva Maria de Arruda Okawati, os CDs começaram a ser distribuídos esta semana a todas as escolas da zona urbana e rural, creches, bibliotecas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis). Eles serão muito úteis nas aulas de história e geografia e no projeto Conhecer Londrina. ''A partir da 3 série do Ensino Fundamental, as crianças são levadas aos pontos históricos da cidade. Quanto mais informações elas tiverem a respeito, mais elas aproveitam do passeio''.
Coincidentemente, o trabalho de Viani pode integrar o Plano Diretor de Patrimônio que vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Cultura. Depois de um ano de muita pesquisa nos arquivos das bibliotecas e Museu Histórico, ele descobriu fatos interessantes como, por exemplo, a inexistência de informações sobre o engenheiro russo que projetou a cidade para a Companhia de Terras Norte do Paraná. ''Ele foi alvo de deboche por defender a construção de ruas largas em Londrina. A empresa acreditava que no ano de 2000 o município não teria mais do que 30 mil habitantes'', contou o urbanista.

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