Unopar processa alunos
A Unopar, que tornou-se universidade há cinco anos, é a instituição que enfrentou problemas maiores pela falta de reconhecimento do curso de Farmácia em 2001. ''Foi um momento muito difícil'', relembra a pró-reitora de Planejamento e Avaliação, professora Elisa Maria de Assis. Da mesma maneira que os egressos de Farmácia, a direção da universidade entrou na Justiça pedindo uma indenização aos antigos acadêmicos que tornaram, na época, o problema público através de jornais, tvs e rádios. Na ação, os advogados da instituição, Roberto Laffranchi, Leila Denise Velasque Cruz e José Roberto dos Santos, declaram que ''os reconvindos (alunos), com o objetivo de denegrirem a imagem e a reputação da reconvinte (Unopar), fizeram e tornaram livre e espontânea vontade este fato, um problema público''. A ação ainda não foi julgada.
A infra-estrutura da Unopar se expandiu ao longo das três últimas décadas e hoje compreende cinco campus, 134 laboratórios experimentais, salas de apoio e clínicas, em Londrina, Arapongas, Bandeirantes e Tamarana. Dos 26 cursos de graduação, atualmente dois ainda não são reconhecidos - Comunicação Social/habilitação em Jornalismo e Relações Públicas e Engenharia Elétrica - e outros dois - Marketing e Nutrição - aguardam a visita da comissão do MEC.
Para a pró-reitora, a portaria nº 3.486, de 12 de dezembro de 2002, que dispõe sobre a prorrogação do reconhecimento e da renovação do reconhecimento, em caráter provisório, de cursos de graduação do sistema federal de ensino, trouxe benefícios tanto para universidades, como para alunos formandos. ''Esta ação preventiva do MEC ajudou a instituição'', conclui ela. Ao todo, 1.600 alunos da Unopar se formaram no ano passado. Do total de cursos, oito tiveram o reconhecimento do MEC em 2002. ''Foi um ano positivo e de méritos'', conclui Elisa de Assis.





