Universidades sob avaliação
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Folha de Londrina 
A educação superior é um dos setores mais polêmicos no governo do presidente Jair Bolsonaro. As universidades, principalmente as federais, são alvo constantes de críticas. O ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodrigues, o primeiro a ocupar a Pasta na atual administração federal, disse que “as universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual”. O substituto de Vélez Rodrigues, o atual ministro Abraham Weintraub, vem colecionando declarações polêmicas envolvendo as instituições de ensino superior. A última foi dita na quarta-feira (11) em um debate na Comissão de Educação da Câmara. Aos deputados federais que fazem parte da comissão, Weintraub afirmou que há plantações de maconha e produção de drogas sintéticas nas universidades federais brasileiras.
Nessa trincheira onde a briga é acirrada, muitas vezes surgem notícias muito boas. A última delas, divulgada nesta quinta-feira (12) tem relação com Londrina. O Índice Geral de Cursos (IGC) 2018, anunciado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), do Ministério da Educação, consolidou a UEL (Universidade Estadual de Londrina) como a mais bem colocada entre as estaduais da Região Sul e a quarta melhor estadual do País. No cenário nacional, a UEL ocupa a 23ª colocação entre as universidades brasileiras e 21ª posição entre as públicas.
A UEL obteve IGC aproximado de 3,69 e permaneceu ao lado de outras 437 universidades do País na faixa 4 em uma classificação que varia de 1 a 5, sendo 5 o melhor desempenho. Entre as universidades públicas do Paraná, a Universidade Estadual de Londrina ficou atrás apenas da UFPR (Universidade Federal do Paraná) que ocupou a 12ª posição nacional com pontuação de 3,97 e faixa 5 na classificação.
Em entrevista à FOLHA, o reitor da UEL, Sérgio Carvalho, comemorou o fato de a universidade apresentar uma qualidade consolidada, já que manteve a mesma posição no ranking em relação ao ano anterior.
A UEM (Universidade Estadual de Maringá) também ficou bem colocada e apareceu em 25º lugar no ranking geral de universidades e em 5º dentre as estaduais do País. Para o reitor Julio César Damasceno, os resultados são fruto de um trabalho que vem sendo realizado há vários anos e busca integrar a formação de pessoas associada à produção de conhecimento e extensão. E entre as federais, a UFPR apareceu em 9º lugar e em 12º no ranking geral.
É animador que apesar de todas as dificuldades, como cortes de recursos e bolsas de estudo, as universidades públicas paranaenses tenham conseguido manter a qualidade do ensino e da pesquisa. Se há problemas de processo e gestão de recursos, eles precisam ser solucionados sem desvalorizar as instituições que prestam um grande serviço às comunidades em que estão inseridas.
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