Por ora a aprovação da Universidade Federal do Norte do Paraná, com sede prevista para Londrina, apenas passou pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, mas é dessa forma que as coisas começam e foi assim que esta região alcançou grandes conquistas. O projeto, do deputado Luiz Carlos Hauly, ainda deve passar pelas Comissões de Educação e Cultura, Finanças e Tributação, Cidadania e Constituição e Justiça, e se houver aprovação unânime nessa esfera não será necessária a votação em plenário. Caso aprovada, a Universidade se vinculará ao Ministério da Educação, com recursos provenientes do Orçamento da União. Se houver empenho da bancada paranaense, a proposta terá mais força para obter aprovação, e é isto que se espera dos parlamentares, independente de partidos, porque uma instituição dessa natureza é de interesse de todo o Estado. O Paraná tem apenas uma universidade federal, a de Curitiba, e a idéia de outra, para a região Norte, chega na ocasião oportuna, face ao volume populacional já alcançado e ao grau de desenvolvimento regional, em todos os setores de serviços. A necessidade da nova escola superior foi defendida, inclusive, pelo relator da Comissão que outorgou a primeira aprovação, o deputado mineiro Isaías Silvestre, que se baseou nos números e argumentos constantes do projeto. Está estabelecido que o Governo poderá transferir para a nova universidade imóveis localizados em Londrina e pertencentes à União. Um deles embora não citado, mas que poderá inicialmente sediar o campus são as amplas instalações do Instituto Brasileiro do Café. As lideranças da cidade e da região próxima precisam arregimentar-se e apoiar a idéia de criação da universidade, por todas as formas possíveis, como fizeram os empreendedores do passado ao lutar pela Universidade Estadual de Londrina, pelo Instituto Agronômico, pela Embrapa/Soja e por tantas outrs instituições, grandes e pequenas e que hoje prestam relevantes serviços e consolidam o Norte do Paraná como pólo altamente desenvolvido. Se a sede da pretendida universidade federal está designada para Londrina, ela poderia localizar-se em qualquer ponto da região, porque, onde ela se instalar, irá gerar como natural consequência a estrutura paralela de sustentação a do abrigo de estudantes e professores e grande desenvolvimento periférico. No passado não muito distante, ambições ousadas foram tidas como utopias, mas hoje aí estão, como realidade, e não existiriam se não houvesse ocorrido a mobilização dos poderes, públicos e privados.

mockup